Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

Cada pessoa prova a necessidade de exprimir os seus sentimentos, ora de alegria, ora de dor, mediante o canto e o som dos instrumentos.Através do canto o ser humano modula a sua voz e se dirige à natureza, aos outros seres, assim como a Deus, criador de cada coisa.

Na origem o canto foi poesia cantada e por isso a mais alta expressão do sentimento tratando-se de almas intelectualmente nobres e avançadas, das expressões do espírito.

A música e o canto não têm deixado indiferentes as grandes mentes assim sensíveis à beleza de fazer dizer a um Giuseppe Mazzini: “Uma harmonia do criado, uma nota do Acordo Divino que o Universo é chamado a exprimir”, e a Platão: “Um remanescente de beatitude”.

Mas para aqueles que entre tantos outros intuem e percebem espiritualmente a presença de Deus no Todo, o canto, o canto religioso ouvido na noite sobre elevações vizinho aos mosteiros, produz a maravilhosa quanto sublime sensação de sair de si mesmos e entrar num turbilhão de cores e de harmonias.  Assim me aconteceu muitos anos atras sobre o monte de Verna (N.T. Mosteiro situado na região de Umbria na Itália) ao auscultar de longe entre as rajadas de vento o canto dos franciscanos pela Manhã.

O exercício quotidiano do canto sem dúvida modela tudo quanto o organismo compreendido á esfera psico - mental porque cada coisa é vibração.

O canto é a arte fisiológica, psicológica e espiritual altamente religiosa para quantos têm  acordado e sensível o ouvido do Divino; arte que liga os espíritos enamorados de Deus.

A música coral e instrumental religiosa consegue irmanar e estabelecer um contacto interior ainda que só a conversar disso, porque como escreveu Robert Schumann: “Existe em cada tempo uma secreta aliança de espíritos afins. Vós que não fazem parte, apertem mais forte o circulo, a fim de que a verdade da arte resplenda sempre mais clara e a sua pureza se difonda por toda a parte com alegria”. Assim com este espirito creio fazer coisa bela e boa no oferecer aos amigos de “Arqueosófica” esta exposição musical que inclui aspectos novos do canto  despertador das potencialidades cristãs latentes em nós.

    O canto é aqui apresentado no seu aspecto sacral e despertador dos “Centros subtis de força”, um dos quais na região psíquica e somática da garganta quando é despertado e desenvolvido de certas dominantes e tónicas da melodia modifica a orientação das actividades psicossomáticas do homem.

O canto do cantante solitário acompanhado ou não do órgão e o canto colectivo ou coral têm por isso um grande poder de transformar se executado com todos os previstos que a normativa do canto arqueosófico sugerem.

Se a laringe é um instrumento musical físico - anatómico, é também verdade a sua interdependência com as outras partes do corpo, como é real a sua correlação nervosa com todo o corpo e as vias sexuais. Daí a influência do canto através da aparelhagem fónica e a auditiva que opera por outra via ao modelagem do homem físico - psíquico.

O canto sacro é de há muitos séculos desenvolvido, seja através da Igreja Romana, quanto por meio da Grego - Russa e  através daquela da Reforma, mas a Arqueosófica tem novas narrativas para oferecer, e as oferece. A história da música recorda importantes mestres da teoria e prática do canto, tais como Tosi, o Mancini e o Garcia que têm transmitido os resultados de três séculos de observações, de experiências, de aperfeiçoamento e de glória pela arte musical Italiana.

Perfeitas indicações para a execução do perfeito canto são também hoje sempre válidas aquele do gregoriano,   descoberto e guardado pelo desaparecido P.D. Gregório M. Sunol, O.B.B. da escola de Solesmes, cidade francesa nas proximidades de Le Mans, sede de uma famosa abadia beneditina.

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