Mistérios Cristãos

  • INTRODUÇÃO AOS MISTÉRIOS MENORES E MAIORES

    TOMMASO PALAMIDESSI

    INTRODUÇÃO AOS MISTÉRIOS MENORES E MAIORES

    Alguns aspectos dos Mistérios Cristãos e antigos à luz da Arqueosofia

    Quarto Caderno

  • Os Mistérios antigos

    (T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores)

    Os Mistériosnasceram quando o homem compreendeu que o seu destino é a morte, com um estado de consciência crepuscular, nebulosa e infeliz num mundo de fantasmas. Por isso o esforço dos filósofos e dos sacerdotes é sempre estado aquele de descobrir como garantir por si e pelos outros uma vida consciente e feliz depois da morte: descobrir a via para morrer auto consciente, despertos e prontos por ser investidos da potência da Divindade. Os Mistérios antigos não cristãos e os Mistérios Cristãosrodam à volta do fenómeno mais impressionante e inelutável, depois do nascimento e a breve estada terrena: a morte. Conhecer a morte e vencer a morte, fugindo ao circuito das ilusões dos terrificante mundo dos trespassados.

  • O QUE SÃO OS MISTÉRIOS MENORES E MAIORES

    (T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores)

    A Iniciação é a recepção de uma força espiritual chegada  de uma pessoa qualificada, e talvez do próprio Deus, pelo qual o recebedor muda a natureza e entra, com um rito especial, na Comunhão dos Iniciados e na Luz de Criador para receber sapiência, beatitude e imortalidade.

    A Iniciação antiga tinha diversos graus. Os Mistérios dividiam-se em Menores e Maiores. Este uso apoiava sobre bem precisos motivos. Essa traz característica do cristianismo esotérico, e em especial modo da escola catéquesica na Alexandria do Egipto, dita “Didaskaleion”. Os seus maiores instrutores foram, depois de Panteno: Clemente Alessandrino, Origenes. Tal Escola desenvolveu-se também em Cesareia da Palestina com a comparticipação de Alessandro, Bispo de Jerusalém, Origenes e Gregório o Taumaturgo.

    Nos graus inferiores da Iniciação, o ensinamento consistia numa preparação, dita dos Pequenos Mistérios, a fim de que o Neófito obtivesse o predomínio em três coisas: 1)- Purificação física; 2)- Síntese intelectual; 3)- Percepção espiritual. Nesta fase o aluno vinha instruído nas sete Artes e Ciências, ditas Liberais porque julgadas compatíveis com a dignidade do Homem Livre.

    Chamadas Trívio e Quadrívio, ao primeiro pertenciam as disciplinas propedêuticas: a Gramática, a Lógica e a Retórica; ao segundo pertenciam: a Aritmética, a Geometria, a Música e a Astronomia. Os Mestres adestravam no estudo da fisiologia e anatomia, na alquimia, na história da origem do homem, a sua constituição oculta ou metafisiológica. As análises da alma e das suas faculdades, os estados da vida depois da morte, a reincarnação. Em suma, nada era transcurado, além do estudo das Sagradas Escrituras e a prática das purificações diárias do corpo e da consciência. A mente era exercitada à concentração e meditação, em vista de ir além dos comuns estados da própria consciência.

    Desde o momento que o discípulo demonstrava ter adquirido os conhecimento teórico, estava verdadeiramente preparado à prática, e só agora lhe era possível, separando o corpo físico dos seus princípios energéticos ou subtis, havia um conhecimento experimental dos mundos supra-sensíveis. Isso é provado pelo testemunho de muitos autores antigos: “Feliz aqueles que descendo na tumba assim Iniciado - escrevia Pindaro - porque conhece o objectivo da vida e o reino dado a João”. Apuleio, da sua parte: “Eu me aproximei dos limites do trespasso; calquei os pés sobre o limiar de Proserpina e voltei passando através de todos os elementais; no meio da noite vi brilhar o sol em todo e seu deslumbrante esplendor; me aproximei do deuses do inferno, ao deuses do céu, os vi face a face, os adorei de perto. Eis tudo aquilo que posso dizer” (Metamorfose).

    Platão, no Fedone, escreve: “Os iniciados estão seguros de andar na companhia dos Deuses....Quem não é iniciado afunda na lama e somente quem tem percorrido a via mística penetra na eternidade”. No mesmo sentido podemos compreender as palavras de Sofocle: “Benditos aqueles que entram no reino das sombras como Iniciados! Para esses em tal reino a vida, para os outros penas e misérias somente”. Plotino, nas Enneadi descreve os resultados das extasie do Iniciado que vive a vida dos Deuses e dos homens beatos.

  • A MORTE INICIÁTICA E A RESSUREIÇÃO

    (T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores)

    A imitação de Cristo coloca diante ao candidato algumas etapas iniciáticas durante as quais, assistido pelo Instrutor e usando os meios da ascese arqueosófica, deve realizar. Os Mistérios serão uma cerimónia ritual, específica para cada Mistério, na qual se terão em conta as regras da teurgia, dos fenómenos astrológicos (astrologia mistérica), das preliminares purificações e, junto à representação dramaturgica, os actores que participam à celebração do Mistériodeverão verdadeiramente viver, experimentar a sua parte.

  • Jesus Cristo e as Chaves da Tradição Arcaica

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    As religiões constituídas seriam simplesmente uma degradação da verdadeira tradição, e, por isto elas são um aspecto popular ou exterior e depreciado (exotérico) uma vulgarização, uma exteriorização de um conhecimento esotérico ou iniciática, reservada por necessidade a um grupo encarregado de transportar e transmitir aos homens de boa vontade, que no decorrer dos tempos teriam esquecido e em parte falsificado.
  • Mistérios Pagãos e Cristianismo

    T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores

    Se existem analogias com os Mistérios pagãos, o Cristianismo apresenta as características que fazem por um lado uma religião, e por outro, uma ciência espiritual, original e completa, porque a religião popular e aristocrática é ao mesmo tempo, exotérica e esotérica. Disso, podemos precisar alguns pontos fundamentais:

  • Os Pequenos Mistérios

    (T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores)

    Nos graus inferiores da Iniciação o ensinamento consistia numa preparação, chamada dos Pequenos Mistérios, a fim de que o Neófita obtivesse o domínio em três coisas:

    1. - Purificação física;
    2. - Síntese intelectual;
    3. - Percepção espiritual.

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