VIA DOS SÍMBOLOS

  • A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    TOMMASO PALAMIDESSI

    A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    Décimo quarto Caderno

  • A Simbolurgia

    T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    O Homem é um símbolo que exprime todos estes planos, e por sua vez os planos são os símbolos do Homem. Esta não é somente uma interpretação teórica, mas uma realidade experimentável que de há muitos séculos constituem toda uma ciência com as suas bem precisas técnicas, cuja definição é a Simbolurgia:  uma disciplina importantíssima e indispensável que favorece o despertar interior, o nascimento e o crescimento do Homem e da Mulher verdadeiros, preparando-os para ascender à dignidade e à potência de um Nume, predestinado por isto a inserir-se na Comunhão ou Pleroma dos outros Numes.
  • O CADUCEU DE HERMES

    T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    Todos, mais ou menos, sabem o que é o “Caduceu de Hermes”, ou seja uma vara com duas serpentes entrelaçadas de sexo oposto que se olham agressivas, tida na mão do mensageiro alado Hermes.
     
    Símbolo antigo do Oriente que se encontra em Cartagine junto dos Fenícios, dos Hititas, dos Hebreus, dos Egipcianos. Nos Hinos Homéricos (III,529) o caduceu herméticoé chamado “áureo”, com a virtude de fascinar os olhos dos mortais e de adormece-los, de atrair os mortos do inferno, de transformar em oiro os objectos tocados.
     
    É símbolo de prosperidade e de paz também entre os Romanos. Em língua grega quer dizer “Arauto de paz”. Ainda hoje a pastoral dos arquimandritas que é em forma de T, termina com duas serpentes que se enfrentam, às vezes elevados de uma cruz, a vara ou bastão tem seis nós e apoia sobre uma ponta para desenhar a espora com a qual o pastor pune e incita ao bem.
     
    O Padre Pavel Florenskij explica um pouco mais sobre este símbolo episcopal comentando um ícone da Sofia: “O caduceu(e não já o pastoral com a cruz ou com o monograma de Cristo, pelo menos na maior parte dos casos) indica a potência teúrgica psicopompo, a força misteriosa que exercita sobre as almas. O rótulo envolto na mão esquerda e junto ao coração, órgão do conhecimento superior, indica o conhecimento dos mistérios ocultos”. É evidente que qualquer coisa de esotérico ainda subsiste na Ortodoxia, ainda que pouco, mas a Igreja Romana que foi a seu tempo bizantina, ao longo do caminho perdeu o simbolismo antigo das grandes Iniciações e tem preferido o pedum (o pastoral romano) a cima curvo à maneira do pastor, enquanto teria sido melhor se tivesse adoptado as duas serpentes enroscadas na cruz, indicando algo mais esotérico sobre a prudência episcopal.
     
    [...]
     
    Acerca do Caduceu, o esotérico Dr. Rolt. Wheeler afirma: “Este Símbolo é puramente Helénico; é Órfico, Eleusino e Pitagórico simultaneamente. O Símbolo Órfico é parcialmente fálico, com o bastão sobrelevado pelo tirso ou cone de abeto, emblema da fecundidade. O Caduceupropriamente dito é o bastão mágico de Hermes, o mensageiro alado dos deuses. As duas serpentes são Dionisíacas, essas simbolizam as duas polaridades, masculina e femininas; também as duas formas de magia, assim a mentalidade consciente e subconsciente. A cruz é Órfica, como Orfeu foi crucificado a uma árvore. O símbolo é dividido em sete planos.
     
    [...]
     
    No Oriente o símbolo das duas serpentesentrelaçadas à vara encontra confrontação nas duas correntes, Pingalâ e Idâ que se enrolam à Merudanda: a primeira é de cor vermelha, quente e seca, comparada ao Sol e ao enxofre alquímico, enquanto a segunda, Idâ, é fria e húmida como o Mercúrio alquímico e está relacionada com a Lua pela sua palidez prateada.
     
    Quem quer ulteriores detalhes pode procurá-los nas nossas velhas obras, sempre válidas do ponto de vista das técnicas iniciáticas, se bem que o nosso actual endereço seja Arqueosófico e portanto mais avançado. As exercitações meditativas sobre o Caduceu levam a importantes descobertas acerca do Árvore da Vida e o despertar do Kundalini, o Fogo Serpentino, mas as experiências da meditaçãosobre os símbolos são mais favoráveis se forem realizadas inserindo os próprios símbolos numa figura humana que prende a consciência do meditador a outros arquétipos dos símbolos que são ligados uns aos outros pelas leis da sinergia. Óptimo treino é um ícone criado a cores da Sofia criada. A ascese é avantajada deste tipo de meditação a qual atingiu Jacob Boehme, Soloviev, Pavel Florenskij, seguidores da gnose russa. Uma exposição detalhada acerca do modo de meditar sobre a Sofia, segundo a Bíblia, foi confiada numa obra que esperamos colocar à disposição de quantos se interessam pela questão sofiânica, um dos aspectos mais profundos e menos conhecidos do caminho iniciático.

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