TEORIA E PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

  • GUIA À ABSTRACÇÃO, CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO

    TOMMASO PALAMIDESSI

    GUIA À ABSTRACÇÃO, CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO

    Método para subjugar a mente, obter a perfeita meditação e desenvolver as antenas espirituais

    Nono Caderno

  • TEORIA E PRÁTICA DA ATENÇÃO E DA CONCENTRAÇÃO MENTAL

    Uma vez atingida a capacidade de abstracção, exercitar-nos-emos em reforçar a atenção e a sua concentraçãopara poder fazer a meditação, ou seja a concentração prolongadasobre uma ideia só.
    Quando seguirmos o desenvolvimento duma ideia só, excluindo todas as outras, então haverá a atenção perfeitaou concentrada.
  • TEORIA E PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

    O que é a meditação? A resposta é simples: a concentração prolongada torna-se meditação. Por outras palavras, a meditação é o desenvolvimento da concentração. A ela se devem aplicar as mesmas leis e condições reguladoras da concentração, sendo a diversidade toda na duração da mesma concentração. Com a prática, este procedimento psicológico meditativo polarizado sobre um determinado objecto produz uma corrente de ideias não influênciadas por outras; assim nasce um contínuo fluxo de consciência que leva a uma límpida, íntima e completa intuição.
  • AINDA DAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A MEDITAÇÃO

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    As elucidações não são nunca suficientes, especialmente no tema da meditação. Um entendido teólogo escreveu: “ a aplicação arrazoada da mente para uma verdade sobrenatural para ter uma convicção sempre mais profunda e portanto amá-la e praticá-la com a ajuda da graça”: esta é a meditação, definida também “oração de segundo grau”. 

  • Exemplos de Meditação: Meditação por imagem

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Suponhamos querer meditar sobre o Senhor Jesus Cristo. Ao início tereis um quadro ou ícone a cores do Messias, em pé,  colocado na parede defronte a uma distância normal para a vista. Observar com fixação esta imagem, concentrando-vos sobre ela sem distrair-vos e sem piscar os olhos, que podem também lacrimejar. Esquecer tudo aquilo que circunda, passar de maneira visível e com a mente toda a figura, começando pelos pés sempre para cima, até chegar ao rosto e aos cabelos. Continuar assim por um quarto de hora por dia durante três meses. 

  • PRÁTICA DA MEDITAÇÃO SEM OBJECTO

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Como explicado para a meditação com esteio, sentar-vos relaxados e cómodos, espinha dorsalbem direita, olhos semi abertos em ambiente debilmente iluminado, imóveis, fazendo o completo vazio mental e permanecendo assim. Não é fácil, mas com a insistência e a paciência chega-se a tudo. Se o estado de vazio mental chega súbito, não há que fiar-se.

    Naturalmente a respiração rítmica ajuda muito. Iniciar com cinco respirações em base aos tempos: aspirar o ar pelo nariz durante um segundo; retê-lo nos pulmões por 4 segundos; expirar o ar por 2 segundos; por fim manter os pulmões firmes por 4 segundos. Após cinco controlos do respiro, respirar normalmente e profundamente.

    Fecharão os olhos, portanto fazer descender a vossa inteligência da cabeça (Centro frontal) para baixo no coração (Centro cardíaco), mantendo-a neste último. Farão assim: inspirar com leveza para não desperdiçar o pensamento, e chamar o Senhor mentalmente, enquanto inspirar o ar e constringirão volitivamente a inteligência a descer no coração para pregá-lo com  a formula: Meu Jesus. Poderão também usar uma outra expressão, conquanto que esteja sempre o nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Reterão o respiro completando a chamada. De seguida expelirão o ar dos pulmões, expirando docemente. Depois de novo concentrar a vontade atenta na fronte e dirigirão a descida forçada no coração, repetindo a mesma invocação, uma vez que a tenhais estabelecida.

    O prosseguimento desta atitude interior traduzir-se-á bem presto na impressão de subir, de voar, de sentir-se corporalmente ligeiríssimos. Esta experiência ascencional durante a oração a provaram Bernardino de Laredo(Subida del monte Sion), Luis de Granada. Este último disse: “A oração é, para a alma, subir acima dela mesma e sobre tudo o criado, unir-se a Deus e afundar-se neste oceano de suavidade infinita e de amor”. A mesma coisa dizem S. Teresa de Ávila, S. Damascenoe S. João da Cruz, referindo-se a subir acima de nós mesmos e de tudo, até à união com Deus.

    É difícil exprimirmo-nos em palavras, porque nós queremos indicar  para repetir a nossa experimentação e ir sempre mais acima. Meditar, rezar, invocar o Altíssimo e ao mesmo tempo não pensar em nada é verdadeiramente um pensar de Deuses, e não de homens e mulheres desta baixa existência.

    Sentirão ser conduzidos verticalmente no alto como chama ardente atraída por uma misteriosa tiragem, aquela da graça divina.

    Mantenham-se interiormente despertos: atenção às insídias do sono, que pode interromper o preparo da oração contemplativa.

    Se um irmão espiritual médico observasse o asceta neste trabalho,  seria surpreendido ao constatar a queda de pulso também para 30 pulsações por minuto, improvisas paragens de respiro e diversas anomalias fisiológicas, ainda que culminantes na levitação e outros fenómenos espectaculares.

     
  • Os Sonhos Lúcidos: A Arte De Compreender A Natureza Do Sonho, Visualizá-Lo E Mudá-Lo

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Quem entende compreender a natureza do estado de sonho, deve exercitar-se para manter a continuidade de consciência enquanto sonha; deve fazer mudar um sonho ordinário num sonho lúcido, para dissociá-lo e recompô-lo à vontade. A insídia devida à ilusão dos sonhose à secreta causalidade, deve ser combatida e vencida saindo a manter ininterrupta a memória na passagem da vigia ao sonho. As alavancas de comando para chegar a tanto encontram-se no poder da mente, na arte de meditare de rezar.

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