ARQUEOSOFIA

  • DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    TOMMASO PALAMIDESSI

    DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    Quadragésimo Caderno

  • O Objectivo do Arqueósofo

    O objectivo do Arqueósofoé viver na terra na plena posse da sabedoria, das virtudes morais, em saúde, dotado dos poderes psico-espirituais, em contínuo contacto com Deus, as Hierarquias Angélicas, os Mestres dos mundos supra-sensíveis, e depois, acabada a parte do trabalho para ajudar a Humanidade, mudar-se na beatitude do Reino de Deus. Mas para obter tudo isto não basta a disciplina e a Ascese moral, o controlo da respiração e do corpo físico; não basta a ajuda do Mestre terreno com a Iniciação horizontal, que deveria abrir a consciência do Discípulo à influência divina: o Arqueósofo ou a Arqueósofadevem interessar-se pelo mental, pelo corpo mental deles para que seja um perfeito instrumento do Ego, devem interessar-se pelo corpo emocional e pelo corpo etéreo, para entregá-los obedientes e puros ao Ego.
  • Mantram, Logodynamo ou palavra-força

    Quando a mente, de tanto tentar e voltar a tentar, é capaz de conter um assunto por um breve período, diz-se que ela está concentrada no assunto. Quando a atitude da mente se resolve com a total eliminação de qualquer outro pensamento ou diferente assunto daquele estabelecido, e se fixa numa só ideia, entramos na meditação. Esta é conseguida facilmente se a mente for sustentada pela repetição dum Nome Divino numa língua sagrada (hebraico, sânscrito, árabe, respectivamente por um Cristão habituado a estas línguas). Se o Arqueósofo não for cristão, mas um hebreu, um hindu ou um islâmico, então utilizará a respectiva língua. A propriedade de certos Nomes expressos numa língua sagrada é tradicional-mente reconhecida. Na Índia chama-se Mantram; nós Arqueósofos criámos um vocábulo deduzido pelo grego: Logodynamo = palavra-força.
  • TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    TOMMASO PALAMIDESSI

    TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Primeiro Caderno

  • DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A sede de conhecimento, cedo ou tarde, numa idade ou noutra, aflora à mente com as suas eternas perguntas:"Quem somos? Por que vivemos? Onde vamos? De onde viemos? Teremos uma alma que sobrevive à dissolução do corpo ou perece com ele? Existe, depois da presente, uma outra vida? Será melhor ou pior do que esta? Existirá um Deus superior a nós, que vê e vigia atencioso e exigente, ao qual devemos prestar conta de tudo, dos pensamentos, das palavras e das acções? Existirá um prémio para quem faz o bem e uma punição para quem realiza o mal? Haverá, para quem sofre na pobreza e na doença, privado de afecto e de assistência, uma razão lógica, ou existirá só e unicamente a matéria em movimento com a sua dialética inflexível e nem o desconfortante eterno de tornar-se sem finalidade?"
  • Arqueosófica

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    "Arqueosófica" como escola com sede em Roma e Centros de estudo em muitos Estados, foi fundada por Tommaso Palamidessia 29 de Setembro de 1968. Ela indica outras técnicas que têm novas finalidades superiores às três experiências citadas. Tratam-se de métodos psicossomáticos e instrumentais para ajudar o desenvolvimento e a transmutação, da mesma essência do Eu com vista a um itinerário de autosuperamento, de autoconsciência e de uma viagem em direção ao mais seguro e feliz dos refúgios: Deus.
  • ARQUEOSOFIA

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A Arqueosofia é o conhecimento integral, é a sabedoria arcaica ou, noutros termos, a "Ciência dos princípios". Como já foi dito, ela deriva das palavras gregas árkhô = princípio, e sophía = sabedoria. A Arqueosofiafacilita o conhecimento dos mundos superiores através do desenvolvimento no homem de novos sentidos definidos espirituais.
  • Tradição Arqueosófica

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Tradição Arqueosóficae unidade das religiões estão plenamente de acordo, porque a ideia fundamental sobre a qual se baseia a nossa ciência experimental do espírito, é duma Tradição universal e primordial da qual nasceram todas as religiões, e da qual as filosofias são uma expressão inferior e parcial, que representa toda a angústia da humanidade para se aproximar da unidade religiosa no decorrer de milhares de anos até hoje. Esta Tradiçãoé constituída por um conjunto de princípios permanentes e transcendentes, cuja origem é só em parte humana, não sendo susceptíveis de evolução, sendo, estes, princípios permanentes e transcendentes. Esta Tradição é algo que foi transmitido por uma condição anterior do género humano à sua condição actual.
  • O Caminho e a Tradição

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Quando falamos dos meios para alcançar o conhecimento puro, referimo-nos ao caminho que da religião nos conduz para um conhecimento novo, exacto e completo. O Caminho é o raio que vai da periferia ao centro, do humano ao divino. Alí, sobre a circunferência, podem existir inúmeros raios tantos quantos são os pontos, mas sempre convergentes ao centro.
    Todos estes raios são tantos quantos os caminhos ou métodos esotéricos apropriados aos seres colocados nos diferentes pontos da circunferência, coerentes com a diversidade das suas naturezas individuais. Por isso, está escrito na Bíblia e no Alcorão que os caminhos em direcção a Deus são tantos quantas as almas dos homens.
    Mas o centro, ou seja a Verdade, Deus é um só, como um é o objetivo dos aspirantes à Verdade.
  • OS PRESSUPOSTOS DA ASCESE ARQUEOSÓFICA

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Quando falamos de "ascese" pretendemos referir-nos ao processo interior, à luta que leva a pessoa humana a aperfeiçoar-se e a subir os degraus em direção à união com Deus. A Ascese é um trabalho cansativo, é a educação física, moral, psíquica e espiritual que explicaremos nos cadernos do nosso programa. A saída ou ascese apoia-se sobre o conhecimento de leis, métodos e concepções confirmadas pela observação e pela experimentação:
     
    1°)-o fluxo e o refluxo da vida universal, ou seja a dupla corrente que constitui o movimento do mundo; 2°)-a unidade material do universo; 3°)-a evolução orgânica; 4°)-as condições de consciência que com a sugestão e o hipnotismo diferem do estado ordinário; 5°)-a multiplicidade das formas, ou seja o Homem composto por diversos corpos subtis presididos por três princípios: espírito, alma emotiva e alma erosdinâmica; 6°)-os centros de força e a Potência ígnea; 7°)-a evolução planetária; 8°)-a doutrina da reencarnação; 9°)-a unidade das religiões; 10°)-os Messias e o geocentrismo cristico; 11°)-o estado místico e o estado além ou iniciático, etc.
     
    Mas apesar destes conhecimentos, a ascese é feita de uma preparação do corpo físico, dos seus mecanismos energéticos e da esfera emotivo-mental, aperfeiçoando e trazendo a unidade psicossomática a uma abertura em direção à Humanidade, o Todo e Deus. Por estes objectivos existem treinos especiais gínicas inerentes a todo o composto humano, os quais seguem as práticas da Teurgía, ou Magia Divina, e o sábio uso dos ritmos astronómicos.
  • O Anel para saldar a Tradição do Oriente e do Ocidente

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    No primeiro Caderno, "Tradição Arcaica e fundamentos da Iniciação Arqueosófica", atribuimos à Arqueosofia o completo conhecimento dos princípios que se referem a Deus, aos problemas do espírito, da alma emotiva e do eros, à evolução do cosmos, ao facto universal do bem e do mal, da dor, à morte, à reencarnação e aos meios extraordinários para nos salvar.
  • QUE DIFERENÇA HÁ ENTRE A MULHER COMUM E A INICIADA

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A mulher comum tem as mesmas insuficiências espirituais do homem comum. Ela nasce e morre no sofrimento, na fadiga, preocupada com a casa, a família, longe dos estudos religiosos e da vida religiosa extraordinária. Ignora a ciência do espírito, isto é, a Arqueosofia, e os métodos que a salvaria dum destino cinzento, incerto, com existências desperdiçadas. A mulher comum é uma criatura desfeita como os restos dum naufrágio frustado pelas vagas da vida cósmica. 
  • MUNDO DO DESEJO E CORPO EMOCIONAL

    T. PalamidessiA CONSTITUIÇÃO OCULTA DO HOMEM E DA MULHER

    O duplo astral chamado também com os termos de "corpo do desejo" ou "corpo emocional", é exactamente o duplo do duplo etérico que já examinámos, e do corpo anatómico. Segundo o seu grau de pureza, é mais ou menos branco. Seria o terceiro corpo que sobressai daquele físico como uma áurea, uma nuvem luminosa e corada de todas as cores do espectro da luz, em conformidade com as paixões que animam esta energia. Cada paixão revela-se como uma cor da áurea.
  • Arquétipos e o Simbolismo Tradicional

    T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    O simbolismo tem princípios e leis precisas que emanam do mundo dos Arquétipos.
     
    O que é um arquétipo? É notório aos esoteristas e aos psicanalistas: o arquétipo é o protótipo ideal das coisas, ou seja é uma ideia funcionando como modelo em relação a outros modelos. Cada símbolo é uma espécie de revelação cuja meditação feita sobre ele coloca em ressonância um determinado centro da consciência e o seu respectivo arquétipo, vibrando em uníssono como dois diapasões.
  • Evágrio do Ponto

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Entre os teóricos e práticos da espiritualidade da Igreja antiga, Evágrio do Ponto é uma figura importante. Recolheu a tradição oral e escrita dos séculos antecedentes, e em particular a da escola de Alexandria e Cesareia. Foi capaz de desenvolver cada informação e trouxe, com os seus escritos e com o exemplo de uma santa vida, uma contribuição notável exercitando o seu influxo na posteridade.
  • A verdadeira Gnose, a Sabedoria de Deus

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Quando falta a unidade de doutrina e sucessão apostólica como força transmitida pelo iniciador ao iniciado, há um defeito de princípio. A Arqueosofia é de inspiração cristã e é uma realidade porque nela existe a unidade doutrinal, de Tradição e de Iniciação Crística. Na unidade doutrinal há o Antigo e o Novo Testamento nos seus aspetos esotéricos, portanto gnósticos à maneira da Tradição Apostólicae da Eclésia Universal.

  • O ensinamento Clementino-Origenista das Escolas de Alexandria e Cesareia na Palestina

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Os nossos estudos e meios de pesquisa permitem-nos fazer o balanço do que podia ser a essência do Cristianismo dos primeiros séculos. Tentaremos portanto fazer uma breve panorâmica, lembrando aos estudiosos que os Cadernos de Arqueosofia mostram em detalhe o ensinamento de Jesus, transmitido e interpretado pelos seus Apóstolos, por São Paulo e culminado em Tito Flávio Clemente de Alexandria e em Orígenes.

  • ARQUEOSOFIA, o Conhecimento Integral

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ARQUEOSOFIA: É o conhecimento integral, a sabedoria arcaica, a ciência dos princípios; é o estudo das Causas Primeiras, ou Ciência de Deus como Princípio Absoluto de cada coisa criada.

    Arqueosofia é um vocábulo proposto pelo autor que o tem deduzido das vozes gregas arché arché=princípio, e sofia sofia = sapiência.

  • ARVORE DA CIÊNCIA DO BEM O DO MAL

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ARVORE DA CIÊNCIA DO BEM O DO MAL: o mito e o símbolo da “Arvore do Conhecimento”, denominado também “Arvore da Ciência do Bem e do Mal”, se encontra em muitas Sagradas Escrituras a testemunha da universalidade da Tradição oculta para interpretar os dogmas da religião. Esta Arvore figura sempre num jardim ou uma terra do céu, unida a uma outra arvore, aquela da Vida. As duas arvores eram veneradas pelos Persas, pelos Babilónios, pelos antigos Egípcios, na Índia, e se diz que trata-se, por certas tradições, de uma própria arvore. Sem dúvida no nosso Antigo e Novo Testamento este mito, obscuro a muitos mas eloquente aos poucos, assume para nós um significado profundo. Paremos um pouco e tentemos compreendê-lo.

  • ARVORE DA VIDA

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ARVORE DA VIDA: no simbolismo cabalístico da Génese de Moisés, se encontrava no Éden uma Arvore com 4 frutos capazes de dar a imortalidade a quem a comesse. Desta arvore se fala na Índia no 135º hino do décimo livro da Rig-Veda. Esse significa a vida perfeita que tira o desejo de renascer na vida mortal. Dos seus frutos se nutrem os beatos que ganham a imunidade contra o destino de reincarnação nos mundos de dor.

  • ALMA EMOTIVA

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ALMA EMOTIVA: segundo a psicologia arqueosófica o homem e a mulher, além de ter um corpo físico são compenetrados por outros corpos materiais, mas no estado energético, com bem precisas funções: corpo etérico, corpo astrale emocional, corpo mental. Estes estão ao serviço de três forças pessoais e imortais: espírito, alma emotiva e alma erosdinâmica. Destes, a alma emotiva é o centro de gravidade da esfera emotiva da consciência.

  • ALMA EROSDINÂMICA

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ALMA EROSDINÂMICA: Vocábulo da psicologia arqueosófica estabelecido pelo autor para indicar na pessoa humana o centro de gravidade psíquica da esfera erótica, generativa e dotada do seu dinamismo que se exercita sobre funções vegetativas do corpo físico e das suas energias vitais. É a parte da alma (que se entende por alma a consciência global) fácil persa da forças do baixo, da matéria e do demoníaco.

  • ASCESE

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ASCESE: é o vocábulo que deriva do grego askéin ascein = trabalho com arte, exercício atlético.

    Considerada como trabalho espiritual á inseparável da religião. Essa é o esforço metódico para transformar os vícios em virtudes, as debilidades em fortalezas. Os Essénios do Mar Morto eram chamados asketés ou ascetas, ou seja gente que queria obter a cada custo a ascese. Os atletas pela ascese, pelo esforço, se medem abertamente e directamente com os demónios, os varrem para dirigir-se até á pátria adâmica, o Paraíso.

  • O GRANDE ARCANO DOS QUATRO EVANGELHOS

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Da leitura e estudo dos passos reportados neste fascículo, entenderão que o grande arcano dos Evangelhosconsiste nas artes subtis dos quatro Iniciados no expor á vida terrena e sobrenatural de Jesus, do nascimento á crucificação, com tantos e tantos episódios ( curas milagrosas, viagens missionárias, transmutação da água em vinho, multiplicação dos pães e dos peixes, ressurreição da tumba, etc.) que são simultaneamente factos históricos, ensinamentos morais, chaves de teologia ascética e mística, soluções de Alta Iniciação

  • A Predicação de Jesus Cristo

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    predicação de Cristo se insere na tradição do hebraico com uma nova revelação e uma nova vida espiritual, que supera todas as precedentes, e surge no momento culminante da civilização grego-romana, meio milénio depois que Confucio tinha indicado á civilização chinesa as suas bases morais e o Buda tinha iniciado o seu colossal movimento espiritual que da Índia seria extenso a todo o Extremo Oriente. Se bem que o Cristianismo, talvez pelo seu nascer, apontasse com a sua universalidade até á Pérsia e a Índia, em menos de três séculos a sua afirmação chega ao Mediterrâneo.

  • O MILAGRE E O ENSINAMENTO OCULTO DE JESUS CRISTO COM A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DE CINCO PÃES E DOIS PEIXES

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Porque este episódio é um dos mais enigmáticos, o temos escolhido para comentá-lo. A distância de pouco tempo deste acontecimento, existe uma segunda multiplicação dos pães e dos peixes, operada sempre por Jesus, cujo significado, porém, não é o mesmo. Nos ocuparemos da primeira, narrada por S. João,6,1-15, S. Lucas,9,10-17, S. Marcos,6,30-33 e S. Mateus,14,13-21.

  • CURA DO CEGO DE BETSAIDA

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Também este caso se refere a uma cura milagrosa e, como os outros, é uma narração alegórica para entender espiritualmente. Portanto não se detém só á letra, mas principalmente ao espirito da letra. O facto o narra S. Marcos (8,22-26): “E chegado em Betsaida: e lhe foi conduzido um cego pela mão, o levaram fora da aldeia; e cuspiu-lhe nos olhos e colocou as mãos, lhe perguntou:- Vês tu qualquer coisa?- E ele, lavados os olhos, disse:- distingo os homens, porque o vejo caminhar, e me lembram arvores.- Depois Jesus lhe mise de novo as mãos sobre os olhos, e lhe olhou novamente e foi curado e via cada coisa claramente. E Jesus o enviou a sua casa dizendo-lhe:- Não entrar nem na aldeia -“.

  • DEFINIÇÕES DA “VIGIA PERENE”

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Quem não dorme está desperto, mas se resiste voluntariamente ao sono, então diz-se que vigia. A “Vigia perene” è um estado extraordinário espiritual e ao mesmo tempo sobrenatural, consistente na junção da vigia interior com tudo aquilo que de externo e imortal está em nós por obra do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, em vista da permanente união transformante de Amor com a Trindade Santa

  • TRÊS CONDIÇÕES INDISPENSÁVEIS PARA CONTEMPLAR DEUS NA SUA LUZ

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    As condições a fim de que o espírito possa contemplar Deus em Deus mesmo, na sua luz divina, sem intermediário, são três.

    A primeira condição consiste no estar exteriormente em perfeita ordem e  separado de todas as obras exteriores, como uma coluna imóvel; é a nudez perfeita. A contemplação não é possível se um é interiormente obsidiado por qualquer acto de virtude que se imprime como imagem no espírito, e quando acaba fica-se paralisados.

  • A ORAÇÃO PERPÉTUA

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Apenas obtido o vazio mental, deixará de repetir-se a frase “nada”, como palavra-força para ajudar o treinamento para realizar o vazio mental para cada pensamento profano ou ditado pela imaginação, mas passarão ao grito de invocação, pronunciando sobre a onda do respiro só à inspiração.

  • O MUNDO SECRETO DA ORAÇÃO CONTÍNUA

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Orar sempre”, recomenda com insistência S. Paulo (Tess.5,17), porque a oração é a fonte do nosso ser e a forma mais íntima da nossa vida. “Entra na tua câmara, fecha a porta e reza ao Pai que está no lugar secreto” (Mt.6,6). Estas palavras  convidam a entrar em si mesmos para fazer um santuário. O “lugar secreto” é o coração humano. A vida de oração, a sua densidade, a sua profundidade, o seu ritmo constituem a medida da nossa saúde espiritual e nos revelam qual seja.

    Jesus “de manhã levantou-se quando ainda era escuro e, saiu de casa, retirou-se num lugar deserto e lá rezou” (Mc. 1,35). O deserto, para os ascétas, é qualquer coisa de interior, significa concentração, recolhimento, silêncio do espirito. É a este nível, no qual o homem sai finalmente a  calar, que tem lugar a verdadeira oração, e que o homem é misteriosamente visitado. Para entender a voz do Verbo, necessita saber escutar o seu silêncio, aprendê-lo, sobretudo, porque é a “linguagem do século futuro”. O “silêncio do espírito” é superior persino à oração... A experiência dos mestres é categórica: se na nossa vida não somos capazes de fazer um posto ao recolhimento, ao silêncio, não podemos nunca alcançar um grau superior, como por exemplo ir rezar sobre a praças públicas. A oração nos dá conhecimento que uma parte de nós mesmos está imersa no mundo imediato, está constantemente presa às preocupações, e é, por assim dizer, dispersa, e que a outra a observa com  assombro e compaixão. O homem que se agita, faz rebentar de risos os anjos...

    A agua que mata a sede,  estila um silêncio que permite um voltar atras indispensável para entender-se. O recolhimento abre a alma até ao alto, mas também até o outro. S. Serafino pontualiza bem a questão: vida contemplativa ou vida activa? Pergunta  melhor artificiosa, o problema não está aqui, a verdadeira questão olha o coração, a sua dimensão, este imenso desatar do qual fala Orígene, capaz de conter Deus e todos os homens; e neste caso, disse S. Serafino: “conquista a paz interior e uma multidão de homens encontrarão em ti a sua salvação”.

    Estas são as felizes expressões de um profundo místico autor de estimáveis tratados.

    Do sagrado monte das beatitudes, Jesus disse às multidões: “Benditos os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus (Mt.5,3); “Benditos os puros de coração porque verão Deus” (Mt.5,8). Mais tarde, escrevendo aos Efésios, S. Paulo rebate: “...deverão renovar-vos no espírito da vossa mente e revestir o homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade verdadeira”  (Ef.4,20-24).  Estes três ditos confirmam a necessidade de desnudar o espírito, espoliando-os de cada traço de humanidade decaída, de esvaziar-se de tudo aquilo que não é Cristo; é a iluminação do pensamento manchado pelos sentimentos passionais, é  um apresentar-se a Deus na perfeita nudez exterior e interior, porque não é o espírito que peca, mas a alma turbada pelas imagens produzidas pelos venenos do mundo. Só a estas condições torna-se pobres em espírito e com o coração puro. Nada é realizável sem a lavagem preliminar da consciência à qual corresponde a lavagem das acções; nada é conquistável pelo indivíduo se não se põe além de todos os apostos e unifica-se em Cristo para merecer o apelativo do Filho de Deus por participação.

    A condição basilar para que Deus em hábitos em nós é o vazio absoluto de cada conteúdo terreno que a prática da “Vigia perene” prepara e instaura.

    Os sentidos interiores do homem secreto devem espiritualizar-se até  perceber na contemplação o reino de Deus e a sua glória. A transferência da alma no estado sobrenatural é obra gratuita do Eterno, mas a alma  por sua parte por quanto está na lei deve dispor-se ao encontro do Amor com o Deus Uno e Trino. Dispor-se significa esvaziar-se de tudo aquilo que não é Cristo porque a deificação ou theosis não pode ser alcançada e conseguida sem o Salvador. Ninguém chega ao Pai se não por Cristo (Gv.14,6). Este enunciado deve ser tido sempre presente na mente e no coração.

    Os meios que conferem o treinamento interior para prevenir à “Vigia perene” é o exercício ascético do “não pensar” ou o esvaziamento total do coração e da mente de tudo aquilo que não é Deus. 

    Em tal sentido S. Bonaventura é explícito: “É necessário não pensar aqui nada das criaturas, dos anjos, nem do próprio deus, porque  essa sapiência e perfeição não nasce pela meditação subtil, mas do desejo e do afecto da vontade” . Em outras palavras S. Bonaventura ensina  a não pensar a alcunché, nem menos a Deus, porque a criação de formas, imagens e coisas afins é um modo imperfeito de proceder até  à contemplação, por subtis que sejam estas imagens, como os conceitos de bondade, vontade, trindade, unidade, e também da mesma essência divina; imagens, espécies, também se apoiam deiformes, não são nunca Deus que não admite nem forma e imagem alguma. Desta opinião  estiveram sempre seja Clemente de Alessandria, Origene, S. Giovanni da Cruz ou S. Teresa.

    Do místico inglês do XVII sec., o beneditino Baker David Augustine, aprendemos: “ Junto Taulero, Arfio, e outros místicos lemos que  cada um que quer tornar-se espiritual de deve retirar os seus sentidos até o interno e  depois elevar estes sentidos internos à faculdade da alma superior ou intelectual e aí perdê-los e aniquilá-los. Portanto devem estas faculdade da alma superior reunir-se na sua unidade, que é o princípio ou a corrente da qual estas faculdades brotam e se derramam. Só esta unidade está em grau de unir-se perfeitamente com Deus, deve ser regulada para Deus. Eu não tenho nenhuma dúvida que a melhor oração e a melhor contemplação activa seja a completa libertação da alma de todas as coisas corporais”.

    É opinião que as técnicas que conduzem à transcendência sejam aquelas orientais do Zen e do Yoga. Essas conduziriam à iluminação transcendente. Nós duvidamos pela  conclusão de tais métodos, por retendo-os em certos aspectos bons, mas onde falta a fé cristã e o conceito de graça, tais técnicas podem abrir à iluminação natural e nenhum outro. São técnicas boas para esvaziar-nos dos pensamentos, mas não para encher-nos de qualquer coisa de verdadeiramente transcendental e que pode dar a iluminação sobrenatural.

    No reler os escritos de S. Massimo Confessor temos o reconhecimento dos seguintes tipos de iluminação: a natural e a sobrenatural. “E que seja o mundo espiritual de Deus, imenso e resplandecente, composto das contemplações morais (vida activa), naturais (primeiras contemplações) e teológicas (contemplação de Deus)”.

    Ficar intrappolati pelas primeiras contemplações, aquelas naturais, e felicitar-se ilusoriamente destas é a experiência usual do não cristão. A força motriz do ardente desejo de encontrar Deus, deve impulsionar além a experiência da primeira iluminação.

    A vida activa perfeita, a meditação do vazio e a oração contínua do coração coadjuvados pelos Sacramentos fazem partícipes do Mistério do Oitavo dia.

    Quando a “Vigia perene” é conseguida tem-se o deixa passar ao Sacramentum octavi, justas as expressões de S. Agostino, porque só então será possível ver a glória de Deus nas “Divinas energias incriadas”.

    A constância do treinamento interior conduz à saída tornando-se um daqueles ao qual o Apocalipse segundo Giovanni anuncia: “O vencedor será portanto vestido de branco vestes e não cancelarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante ao meu Pai e diante aos seus anjos” .

     

  • O CANTO E A ARTE DO CANTAR

    Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    Cada pessoa prova a necessidade de exprimir os seus sentimentos, ora de alegria, ora de dor, mediante o canto e o som dos instrumentos.Através do canto o ser humano modula a sua voz e se dirige à natureza, aos outros seres, assim como a Deus, criador de cada coisa.

  • A EXTENSÃO DA VOZ HUMANA

    Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    A possibilidade de cantar bem, de cantar de maneira natural depende de variados factores, mas primeiro de tudo da atitude do cantor a abraçar a extensão dos sons baixos e agudos da melodia.

  • COLOCAÇÃO DA VOZ E EMISSÃO DO SOM

    Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    Quando se quer cantar a posição da pessoa ou a postura deverá ser natural, simples e não rígida. Chegados ao solfejo seguro e perfeito, convém conhecer, antes de proceder além, como emitir com perfeição a voz afim de que aqueles que estão presos a maus hábitos de cantar não sejam nocivos no canto das melodias sacras.

Contacta-nos

Para entrar em contato com Arqueosófica, por questões relativas à atividades ou ao material da escola, pode deixar uma mensagem aqui. Adere á Arqueosófica e difundam a Arqueosofia para a salvação daquilo que na actual sociedade mundial é ainda possível salvar.