DESDOBRAR-SE

  • O QUE SÃO OS MISTÉRIOS MENORES E MAIORES

    (T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores)

    A Iniciação é a recepção de uma força espiritual chegada  de uma pessoa qualificada, e talvez do próprio Deus, pelo qual o recebedor muda a natureza e entra, com um rito especial, na Comunhão dos Iniciados e na Luz de Criador para receber sapiência, beatitude e imortalidade.

    A Iniciação antiga tinha diversos graus. Os Mistérios dividiam-se em Menores e Maiores. Este uso apoiava sobre bem precisos motivos. Essa traz característica do cristianismo esotérico, e em especial modo da escola catéquesica na Alexandria do Egipto, dita “Didaskaleion”. Os seus maiores instrutores foram, depois de Panteno: Clemente Alessandrino, Origenes. Tal Escola desenvolveu-se também em Cesareia da Palestina com a comparticipação de Alessandro, Bispo de Jerusalém, Origenes e Gregório o Taumaturgo.

    Nos graus inferiores da Iniciação, o ensinamento consistia numa preparação, dita dos Pequenos Mistérios, a fim de que o Neófito obtivesse o predomínio em três coisas: 1)- Purificação física; 2)- Síntese intelectual; 3)- Percepção espiritual. Nesta fase o aluno vinha instruído nas sete Artes e Ciências, ditas Liberais porque julgadas compatíveis com a dignidade do Homem Livre.

    Chamadas Trívio e Quadrívio, ao primeiro pertenciam as disciplinas propedêuticas: a Gramática, a Lógica e a Retórica; ao segundo pertenciam: a Aritmética, a Geometria, a Música e a Astronomia. Os Mestres adestravam no estudo da fisiologia e anatomia, na alquimia, na história da origem do homem, a sua constituição oculta ou metafisiológica. As análises da alma e das suas faculdades, os estados da vida depois da morte, a reincarnação. Em suma, nada era transcurado, além do estudo das Sagradas Escrituras e a prática das purificações diárias do corpo e da consciência. A mente era exercitada à concentração e meditação, em vista de ir além dos comuns estados da própria consciência.

    Desde o momento que o discípulo demonstrava ter adquirido os conhecimento teórico, estava verdadeiramente preparado à prática, e só agora lhe era possível, separando o corpo físico dos seus princípios energéticos ou subtis, havia um conhecimento experimental dos mundos supra-sensíveis. Isso é provado pelo testemunho de muitos autores antigos: “Feliz aqueles que descendo na tumba assim Iniciado - escrevia Pindaro - porque conhece o objectivo da vida e o reino dado a João”. Apuleio, da sua parte: “Eu me aproximei dos limites do trespasso; calquei os pés sobre o limiar de Proserpina e voltei passando através de todos os elementais; no meio da noite vi brilhar o sol em todo e seu deslumbrante esplendor; me aproximei do deuses do inferno, ao deuses do céu, os vi face a face, os adorei de perto. Eis tudo aquilo que posso dizer” (Metamorfose).

    Platão, no Fedone, escreve: “Os iniciados estão seguros de andar na companhia dos Deuses....Quem não é iniciado afunda na lama e somente quem tem percorrido a via mística penetra na eternidade”. No mesmo sentido podemos compreender as palavras de Sofocle: “Benditos aqueles que entram no reino das sombras como Iniciados! Para esses em tal reino a vida, para os outros penas e misérias somente”. Plotino, nas Enneadi descreve os resultados das extasie do Iniciado que vive a vida dos Deuses e dos homens beatos.

  • ABSTRACÇÃO, ISOLAMENTO, RETIRO DOS SENTIDOS NA TEORIA E NA PRÁTICA

    A Abstracção é aquele processo psíquico, aquela operação interior pela qual o pensamento e a mente se retiram dos sentidos e então dos objectos exteriores. Quem consegue praticar a abstracção perfeita, obtém o isolamento da mente das informações sensoriais, e poderá praticar uma verdadeira concentração desta mente em Deus ou noutros pontos a serem escolhidos: é a primeira fase da subjugação dos órgãos do sentido para mantê-los sob o controlo, de maneira a que obedeçam e não comandem mais, por todo o tempo desejado pelo Asceta.
  • DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS

    T. Palamidessi TRADIÇÃO ARCAICA E FUNDAMENTOS DA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A sede de conhecimento, cedo ou tarde, numa idade ou noutra, aflora à mente com as suas eternas perguntas:"Quem somos? Por que vivemos? Onde vamos? De onde viemos? Teremos uma alma que sobrevive à dissolução do corpo ou perece com ele? Existe, depois da presente, uma outra vida? Será melhor ou pior do que esta? Existirá um Deus superior a nós, que vê e vigia atencioso e exigente, ao qual devemos prestar conta de tudo, dos pensamentos, das palavras e das acções? Existirá um prémio para quem faz o bem e uma punição para quem realiza o mal? Haverá, para quem sofre na pobreza e na doença, privado de afecto e de assistência, uma razão lógica, ou existirá só e unicamente a matéria em movimento com a sua dialética inflexível e nem o desconfortante eterno de tornar-se sem finalidade?"
  • COMO DESDOBRAR-SE E VIAJAR NOS MUNDOS SUPRA SENSIVEIS

    TOMMASO PALAMIDESSI

    COMO DESDOBRAR-SE E VIAJAR NOS MUNDOS SUPRA SENSIVEIS

    Técnicas arqueosóficas e suas aplicações

    Sexto Caderno

  • VONTADE E DESDOBRAMENTO

    T. Palamidessi COMO DESDOBRAR-SE E VIAJAR NOS MUNDOS SUPRA SENSIVEIS

    Em geral, se ensina a desenvolver a vontade ao estado de vigília, quando não é possível desdobrar-se. No estado de sono, quem deve fazer funcionar a vontade recorre ao monoideísmo, que confia á memória a fim de que aja quando a própria vontade será sopita.
     
    A vontade normal se adormece e vem substituída pela memória que vigia. A separação dos corpos subtis pelo corpo físico se obtém com um decisivo e grande esforço de vontade, antes que se ceda ao sono e todo o sujeito seja invadido pelo torpor que precede imediatamente o sono, quando a vontade tem ainda toda a sua energia. O sono é um repouso dos órgãos úteis á vida de realização, caracterizada também pelo dobrar de actividade nas funções da vida interior da psique.
     
    A vontadese pode dizer sopita e a acção mais reduzida durante o sono, acima dos órgãos de realização. Sabemos bem, do ponto de vista do sonho, quanto notável for a correlação entre as funções corpóreas e as do espírito.
     
    Se existe o afundamento dos órgãos de realização, o oposto sucede num outro sector. A memória, a imaginação, entram em acção quando a atenção e a vontade se debilitam e não se podem exercitar sem esforço. Por isso, quando é tempo de desdobrar-se, a vontade deve ser accionada antes de se adormecer, confiando á memória e á imaginação a tarefa de dissociar o físico do corpo astral e dos outros corpos subtis.
     
    A vontade é feita de quatro elementos: 1)- domínio de si; 2)- deliberação; 3)- determinação; 4)- acção. Todos estes elementos são solidários entre eles.
     
    O domínioou processo de si é subordinado á vontade, e em muitas circunstâncias agir-se sobre essa. Por isso se podem ter dois meios de acção para dinamizar a vontade: a acçãodirecta sobre a vontade própria e a acçãoindirecta sobre o domínio de si. A auto sugestão á acção directa. Qualquer um repetirá em cada ocasião a si mesmo:- Eu tenho energia! Eu tenho uma vontade forte! Eu consigo!- e se compenetrará no significado destas palavras para passar á acção, esta pessoa dinamizará a sua vontade; mas é bem verdade que adquirindo o domínio de si, ele chegará a hiper-dinamizar a sua própria vontade.
     
    Os métodos para adquirir o autodomínio são tantos, mas o mais eficaz é aquele de traçar um programa do dia sem derrogar disso por nenhuma razão, actuando em todos os mais pequenos detalhes.
     
    O autodomínio, o domínio de si, reage sobre a vontade e as inculca grande energia. Este é o método indirecto: a vontade, dinamizada ao máximo de tal modo, saberá criar com facilidade, antes de adormecer, aquele monoideísmo que será imaginado pela memória durante o sono. É este monoideísmo a alavanca potente que dissociará e separará o corpo físico do homem fluídico, sempre a pacto que existirão as preliminares preparações. 
  • O SUJEITO RECEPTIVO OU RECEBEDOR NO DESDOBRAMENTO

    T. Palamidessi COMO DESDOBRAR-SE E VIAJAR NOS MUNDOS SUPRA SENSIVEIS

    Insistimos sobre a necessidade de não estares sós para andar no astral e em outros mundos supra sensíveis, porque um médium vidente ou um bom sujeito magnético disposto a colocar-se num estado de vidência, ajuda o sujeito operante. Na falta deste dois tipos, então se procura um sensitivo dotado de vidência. Este ultimo se deve descobrir, porque similares indivíduos possam ignorar de se dotados de especiais faculdades.
  • Os Mortos e o Mundo Além a Vida

    T. Palamidessi COMO DESDOBRAR-SE E VIAJAR NOS MUNDOS SUPRA SENSIVEIS

    1. Os mortos passam, durante a inquietação pré-agónico, através da recordação resumida de todos os acontecimentos da sua existência. Como costuma dizer-se, têm uma visão panorâmica daquilo que fizeram de bem e de mal durante a estada sobre a terra. É a visão do espelho.
    2. OS PERIGOS DA EXPERIÊNCIA NO CURSO DO DESDOBRAMENTO

      T. Palamidessi COMO DESDOBRAR-SE E VIAJAR NOS MUNDOS SUPRA SENSIVEIS

      Á parte dos riscos das distonias neuro vegetativasdevido ao facto de forçar o organismo, especialmente os pulmões, o coração e o inervação do Vago, que se defrontando com prudentes e metódicos exercícios de preparação á hiperpneia  e á hiper apneia, existem outros perigos.
       
      O duplo, uma vez saído e afastado do corpo físico, resta em força de muitas insídias. O cordão, ou argênteo fio, é sujeito ao poder dissolvente das pontas, do fulgor ao estado globular, aos traumatismos devidos a um projéctil ou a um golpe de arma de corte. Se o Ego contem os princípios superiores do ser, o resto é matéria no estado energético, então sujeita ás perturbações das forças materiais.
       
      O atravessamento de um campo de batalha pode constituir um perigo de ferimento e também de rotura do fio de argênteo, porque um projéctil, atravessando, arrisca produzir sobre o corpo físico uma repercussão mortal. Nos primeiros tempos, a insegurança de mover-se no novo ambiente comporta contusões e feridas ao físico, porque o fantasma do vivente empurra contra ângulos dos muros , fios entendidos e outros objectos.
       
      Por isso será seguro e sem medo, passará impunemente também um muro como um raio X, mas se tiver medo de empurrar, se consolidará ali mesmo, esbarrando a cara, e se despertará com o vulto contuso. O sujeito evite de andar a visitar qualquer um sem conhecerem as reacções, sem o ter advertido, porque o visitado poderia disparar ou golpear com um corpo contundente, e as repercussões se teriam sobre o corpo físico ligado ao duplo através do cordão.
       
      Perigosos são os Elementares, as Larvas, os habitantes malvados do mundo astral, os Guardiões dos Limiares, porque aterrorizam, perseguem, provocam obsessão a quem não é forte, corajoso e puro. Ao pusilânime pode tocar também a loucura. Estas experiências são o privilégio dos Iniciadose daqueles que podem ousar, porque querem e têm purificado o coração, a mente e os sentidos, e por isso entram e saem como patrões Deuses deste além que compenetra a mesma terra, todo o sistema solar. O desdobramento é um fenómeno físico – psíquico, independente da perfeição moral; mas encontrar-se á presença dos Santos ou dos Demónios, felizes ou aterrorizados, iluminados ou escurecido, está em dependência da adesão ou não a Deus.
    3. OS GUARDIÕES E OS DESDOBRAMENTOS

      T. Palamidessi OS GUARDIÕES DO LIMIAR E O CAMINHO EVOLUTIVO

      A passagem da vida à morte, da qual ninguém pode livrar-se, e o novo retorno sobre a terra (reencarnação), são acompanhados, dissemos, da experiência decisiva, emocionantes e que merecem toda a nossa atenção: experiências que se chamam o encontro com o Guardião do Limiar(perdoai a repetição de certos conceitos e vocábulos).
       
      Mas independentemente da entrada e saída do além qual fenómeno fatal para todos, quem se prepara para uma voluntária conquista espiritual é submetido a experiências deste género, antes da libertação e da união com Deus.
       
      Os fenómenos de desdobramento que consideramos indispensáveis para conhecer, já no corpo físico vivente, o mundo que vos circunda e fazer-se uma coragem nova, comportando o encontro de certos Guardiões e do Guardião do Limiar. Por consequência é essencial doutrinar-se neste campo, sem jamais desunir a prática experimentação. Insistimos e insistiremos sempre sobre o aspecto experimental da via Húmida(Mística) e Seca (Iniciática), e vos falamos com o coração aberto porque as coisas que vos comunicamos já temos provadas. De facto, estes encontros com os Guardiões, o Irmão Rajkunda teve-o diversas vezes, e pode dar amplas descrições por experiência vivida. Portanto a nossa exposição não é só um noticiário apoiados sobre dados tradicionais e sobre deduções, mas a resultante de uma experiência verdadeira de homens vivos sem medo.
    4. Os argumentos do Ensinamento Esotérico

      T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

      Os argumentos do ensinamento esotérico se referiam ás seguintes doutrinas:
      1. A doutrina de Deus;
      2. A doutrina do Cosmo;
      3. A doutrina da Lei;
      4. A doutrina do Homem;
      5. A doutrina Ascética.
      Nós trataremos estes argomentos nos cadernos de “Arqueosófica”. Estarão muitas coisas a dizer que devem ser escritas para não andar perdidas. 

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