profetismo

  • TORNAR-SE MÉDIUM A ALTO NÍVEL ULTRAFÂNICO

    TOMMASO PALAMIDESSI

    TORNAR-SE MÉDIUM A ALTO NÍVEL ULTRAFÂNICO

    A via dos verdadeiros profetas. Sugestões práticas para tornar-se experimentador Ultrafânico e comunicar com as mais puras entidades e as mais excelsas energias Divinas.

    Caderno Onze

  • MEDIUNIDADE COMUM E MÉDIUM A ALTO NÍVEL ULTRAFÂNICO

    T. Palamidessi TORNAR-SE MÉDIUM A ALTO NÍVEL ULTRAFÂNICO

    Quando se fala de médiume de fenómenos mediúnicos, vem á mente uma pessoa dotada pela faculdade de receber, como um rádio ou uma telivisão, as imagens de um mundo cortado aos sentidos ordinários, que chegam da entidade desencarnada ou dos anjos bons ou maus. Se a mediunidadeé a faculdade possuída por certas pessoas exercitada nos contactos com o alé4m, e se vos juntarem o termo “Ultrafanía”, então a mediunidadeda qual entendemos falar é bem diversa daquela comunmente entendida, porque em tal sentido é o profetismo e também o contacto com espíritos de elevada perfeição, conhecidos, com a terminologia esotérica, como Adeptos, Arcanjos, Anjos, Espíritos de Sapiência e Amor.
  • O PROFETISMO, O NAZIREADO DO VELHO E NOVO TESTAMENTO

    T. Palamidessi TORNAR-SE MÉDIUM A ALTO NÍVEL ULTRAFÂNICO

    O PROFETA É UM MÉDIUM ULTRAFÂNICO.
     
    Que coisa quer dizer a palavra “profeta”? O termo hebraico é nabì, ou seja “aquele que fala”. Se aceitamos a etimologia assiro-babilonesa da raiz verbal nabu, então significa “anunciar”.
     
    Os três nomes com os quais em hebraico vieram designados os profetas – ro’eh, hozeh e nabì- são sinónimos malgrado os primeiros dois temos o significado etimológico de vidente e o terceiro de falante, anunciante. Na nossa língua o vocábulo “profeta” deriva do latino propheta, e este do grego propétes, proveniente do verbo profànai, ou seja “falar em nome de um outro”.
     
    Ao profetismo se ligava, seja no Velho seja no Novo Testamento, o assim dito Nazireado, onde o Nazireo (hebraico nazir, para nazar, ao passivo “apartar-se, abster-se”) consistia naquele que praticava um voto, mais preciso uma abstinência por motivo religioso. Nazireo era o “votado a Deus”.
     
    Podem ser Nazirea também a mulher (Numeri,VI,2), com limitações (Numeri,XXX,4-6),como Berenice,irmã do rei Agrippa (F1. Giuseppe- Guerra Judaica-II,15,1). O Nazireo ou Nazareno, abstinha de cortar os cabelos, devia evitar com todo cuidado as impurezas rituais, em particular o contacto de um cadáver, não beber vinho e bebidas alcoólicas, compreendia a própria uva (Juízos, XIII,5-7;XVI,17 – Eclesiástico,VI,13). O voto podia ser perpétuo, como se diz no caso de Sanção (Juízos,XIII,54-7), Samuel (I Sam.I,11 – Eclisiástico,VI,13),e na época neo testementária João Baptista, dito o Precursor de Cristo(Lucas,I,15) e Giacomo, primeiro bispo de Jerusalém (Eusebio- Storia Ecclesiastica-II,23,4,sgg.), ou de duração limitada (Flavio Giuseppe- Guerra giudaica (guerra judaica)-II,15,1); na distante época o mínimo de nazireado era de 30 dias.
     
    As leis do nazireado em vigor nos tempos de Moisés (1225 anos AC.) é claramente expressa na Bíblia com os Numeros,VI-1-21. Os discípulos de João Baptistaeram, como ele, todos Nazires, e o seu vestir era de cor branca. Também os Essénios eram Nazires, e tomam ainda hoje este título os componentes de uma comunidade gnóstico-cristã, notório como povo Mandeo, seguidores do Baptista. Estes, no aforamento do 1929, eram 8000 nas proximidades de Bagdad,ao longo do curso inferior dos Eufrate proximo á conjunção com o Trigi, acima de Bassorah.
     
    O nome “Mandei” deriva do caldaico Manda= conhecimento, gnose. Os Mandeiou Naziressustêm que o seu mestre e profeta é João o Baptista, filho do sacerdote Zaccaria, que pertencia á classe sacerdotal de Abia, e de Elisabetta, também essa descendente da estirpe dos sacerdotes, aparentada com a Senhora, Mãe de Jesus(Lucas,I:36). Os Mandei têm livros que respeitam ideias essénias, mazdeiche e dos reis Magnos. Um destes é o Livro de João,liturgias do baptismo e dos mortos. Infelizmente não podemos dar-vos outras notícias em mérito para não sair do tema deste caderno, mas retomaremos o discurso na sede mais apropriada. Ora temos querido assinalar que o profetismo, o Nazireado, os Essénios, os Terapeutase naturalmente João o Baptizador, são o fio condutor do esoterismo cristão. De uma vigia examinada nos livros bíblicos, os profetas se podem classificar em profetas de vocação e profetas voluntários.
  • Profetas de vocação

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     O profetismo não foi nunca, como o levitismo ou sacerdócio, privilégio de uma tribo. Os profetas de vocação são escolhidos por Jahvè e podem fazer parte de quaisquer condição social. Isaíaspertencia á nobre família, Jeremias é sacerdote, Amosé um pastor. Comoventes são as expressões de alguns deles, quando narram o grande evento da chamada divina (cfr. Isaías,VI ; Jeremias I,4-6 ; Ezequiel,I,3,21). Do momento do seu apelo divino, os profetas de vocação ficaram tais por toda a vida.
     
    Os profetas, alem de ser os porta-vozes de Deus, são também conselheiros inspirados e corajosos, prontos a andar nas assembleias religiosas e sobre as praças para acusar os malfeitores e anunciar os castigos divinos, excitando a gente ao arrependimento e consolando com as promessas dos prémios. Deus concede-lhes conhecer os eventos futuros. Estes profetas da Bíblia são os severos e firmes guardas da fé monoteistica e da moral sinaitica, e desenvolvem assim a sua missão.
     
    Os profetas de vocação escreveram, e os seus livros foram inseridos no cânone dos livros sagrados Hebreus e da Igreja Cristã. Aqueles que têm transmitido os seus escritos foram classificados, não pelas qualidades morais e proféticas, mas pela quantidade dos documentos deixados. A classificação é esta:
    a)- Quatro grandes profetas: Isaias, Ezequiel, Jeremiase Daniel.
    b)- Doze profetas menores: Osea, Gioele, Amos, Abdia, Giova, Michea, Nahum, Abacuc, Sofonia, Aggeo, Zaccaria, Malachia.
  • Profetas voluntários

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    Os encontram organizados nas assim ditas escolas dos profetas. Esses ressaltam ao tempo dos Juízos, inseridos na sociedade da época de Samuel. Esses constituíam um monocaismo com exercícios e práticas do tipo Yoga, onde os fenómenos de extasie são uma condição normal. Os nabì voluntário hebraico presos ao costumo dos cânones, sempre pronto a exaltar Jahavè e a sua lei, e para impor aos povos politeisti e panteiistas, além da religião monoteistica, também a moral absoluta.
  • INSPIRAÇÃO DOS PROFETAS

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    Israel esteve sempre convicta que Jéhovah podesse falar directamente aos Humanos por meio da Shekinah (Espirito Santo) ou dos mensageiros angélicos. As lendas dos patriarcas o atestam. Mas esta inspiração pessoal era bem diversa daquela que uma associação de irmandade produzia com um estado de inspiração colectiva.
  • O Profetismo

    T. Palamidessi TORNAR-SE MÉDIUM A ALTO NÍVEL ULTRAFÂNICO

    Como temos já dito, o profetismoteve as suas escolas em sentido ao Hebraismo, e onde se fala de escola se pressupõe um método, uma técnica para facilitar esta extraordinária faculdade de ver o futuro também á distância dos séculos.
     
    Moisés, Elias, Eliseo, Amos, Malachia, João o Baptista (ou Elia renascido), foram autores da profecia para a antiguidade preanunciando os eventos futuros, e tais profecias são a interpretação do pensamento de Deus na história. O profetismo foi o elemento mais elevado da religião do Velho Testamento; sem dúvida se pode considerar um dos mais colossais movimentos espirituais da humanidade.
     
    Certo o profetaé um eleito, talvez não menos génio ou erudito, mas médium ultrafânico. Eliseoera um rico camponês, Amos um pastor, Jeremiase Ezequiel tímidos sacerdotes. Na verdade foram prenunciadores de eventos imprevisíveis á lógica comum, Talvez em puro contraste com as perspectivas hestórico-políticas.  Amosprofetizava a ruína de Israel enquanto o Reino se encontrava no pleno fulgor da sua potência. Ezequielprevia nos particulares o assédio e a destruição de Jerusalém (Ez.IV,5,21); e quando cada coisa parecia perdida, predisse o retorno dos desterrados com a constituição da nova Jerusalém (Ez.XXXVII,40-48)e a vitória que tinha reportado sobre o assalto dos gentios. João Baptista profetizou a vinda do Cristo e o cepticismo do seu povo. Que coisa dizer das prodigiosas profecias de Michele Nostradamus, de Curato de Ars, que á distância de muitíssimos anos viu a primeira guerra mundial?
     
    Não se trata de intuições, mas de revelações divinas, de comunicações mediúnicas a alto nível ultrafânico, onde o médio, ou seja o profeta, sente em si e comunica aos outros este sagrado depósito que não é seu. As comunicações divinas chegam de diversos modos: por visão intelectual e sonho. Deus ajuda a mentalidade dos profetas. Quando a comunicação é puramente intelectual (e é a mais frequente), ou seja sem a ajuda de alguma imagem, se tem o caso de Ezequiel: “...me foi revolta a palavra de Deus, nestes termos...” ; quando é sensível, Deus fala ao intelecto, age também sobre fantasia, seus sentidos internos, com imagens sensíveis (Isaias VI,1; Jeremias,I,1; Esequiel,I,3;VIII,10); de raro seus sentidos externos. Em certos casos existe a abstração completa, onde os sentidos externos nada percebem daquilo que existe ao redor, porque seguem os sentidos internos e a faculdade da mente, que são muito activos sob a acção de Deus: é o extasie.
     
    O profeta é subtraído a cada influência externa, porque subsiste a viva atenção interna. Existe pois o profetismo através do sonho, como, por exemplo, no caso de S. Giuseppe (Mateus,1,20;11,13). O profeta tem a certeza absoluta da natureza ultrafânica da comunicação recebida, e o impulso irressistivel de transmitir a mensagem àqueles a quem é destinado. A profetologia identifica o profetismo com o místico, porque o profetar é próprio de quem alcança e tem familiaridade com o extasie, fruto também das asceses mística conduzida á sua máxima expressão. Se não se experimenta a união mística, não junta a dádiva da profecia. Deus concede a quem quer este dádiva, mas é inegável que o “vaso de eleição” deve preparar-se de qualquer modo. A educação á Iniciação espiritual e o longo caminho de preparação conferem o intelecto activo.
     

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