meditação

  • A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    TOMMASO PALAMIDESSI

    A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

    Décimo quarto Caderno

  • GUIA À ABSTRACÇÃO, CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO

    TOMMASO PALAMIDESSI

    GUIA À ABSTRACÇÃO, CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO

    Método para subjugar a mente, obter a perfeita meditação e desenvolver as antenas espirituais

    Nono Caderno

  • Alquimia espiritual

    A Alquimia, quando ilustra tudo o que dissemos, tem um simbolismo apropriado, que o Autor tratou há alguns anos no volume: Alchimia come Via allo Spirito (Alquimia como Estrada em direcção ao Espírito -N.d.T.) - EGO, Turim 1949. Ele disse que a Uni-Trina-Fornalha onde se podem fazer as operações com um só e único fogo dissolvente é o "Laboratório Alquímico"; onde fogão, forno e laboratórios nada mais são que nós mesmos; onde os instrumentos do alquimista são o Fogo, isto é o fogo do Amor factivo, que nas vias Húmidas ou Místicas é praticamente o essencial.
  • EXERCÍCIO PARA POTENCIAR A VONTADE

    Cada noite, antes de adormecer, repitam as seguintes afirmações até serem atingidos pelo sono:
    EU SOU UM CENTRO DE VONTADE.
    EU SOU UM CENTRO DE INFLUÊNCIA E DE PODER.
    EU SOU DOMINADO PELA MINHA VONTADE DE QUERER.
    EU SOU A VONTADE DIVINA INVENCÍVEL.
    EU SOU UM CENTRO DE VONTADE IMORTAL.
  • A Contemplação

    Com a meditação profunda obtém-se a Contemplação, a realização dum novo estado da mente superior que finalmente obteve a perfeição dum espelho, o espelho de Deus. A Contemplação é o último momento da meditação sobre o Absoluto; ela deve realizar-se no coração depois de se ter iniciado no cérebro. Ela pode ser comparada ao momento em que o espírito e a alma, unidos pelo Amor, a tal ponto de não ser nem alma e nem espírito, saem como um único fogo da mesma mente, para se lançarem com toda a sua potência na direcção de Deus. Quem contempla é uma Luz que recebe a Luz. É, como escreve São Gregório Nisseno, o face a face ampliado à eternidade, quando "Deus vem na alma e a alma emigra em Deus".
  • Mantram, Logodynamo ou palavra-força

    Quando a mente, de tanto tentar e voltar a tentar, é capaz de conter um assunto por um breve período, diz-se que ela está concentrada no assunto. Quando a atitude da mente se resolve com a total eliminação de qualquer outro pensamento ou diferente assunto daquele estabelecido, e se fixa numa só ideia, entramos na meditação. Esta é conseguida facilmente se a mente for sustentada pela repetição dum Nome Divino numa língua sagrada (hebraico, sânscrito, árabe, respectivamente por um Cristão habituado a estas línguas). Se o Arqueósofo não for cristão, mas um hebreu, um hindu ou um islâmico, então utilizará a respectiva língua. A propriedade de certos Nomes expressos numa língua sagrada é tradicional-mente reconhecida. Na Índia chama-se Mantram; nós Arqueósofos criámos um vocábulo deduzido pelo grego: Logodynamo = palavra-força.
  • TEORIA E PRÁTICA DA ATENÇÃO E DA CONCENTRAÇÃO MENTAL

    Uma vez atingida a capacidade de abstracção, exercitar-nos-emos em reforçar a atenção e a sua concentraçãopara poder fazer a meditação, ou seja a concentração prolongadasobre uma ideia só.
    Quando seguirmos o desenvolvimento duma ideia só, excluindo todas as outras, então haverá a atenção perfeitaou concentrada.
  • TEORIA E PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

    O que é a meditação? A resposta é simples: a concentração prolongada torna-se meditação. Por outras palavras, a meditação é o desenvolvimento da concentração. A ela se devem aplicar as mesmas leis e condições reguladoras da concentração, sendo a diversidade toda na duração da mesma concentração. Com a prática, este procedimento psicológico meditativo polarizado sobre um determinado objecto produz uma corrente de ideias não influênciadas por outras; assim nasce um contínuo fluxo de consciência que leva a uma límpida, íntima e completa intuição.
  • O Mito Tradicional

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    O Mito tradicional é sempre uma chave que poucos sabem como usar, porque pertence ao mundo do esoterismo. A palavra "mito" deriva do grego , ou seja narração, fábula. A mitologia nasceu com o homem e pode ser considerada uma linguagem secreta e um elemento necessário da religião, para transmitir de geração em geração os ensinos profundos sobre as origens das coisas, sobre a criação do mundo, do homem, da mulher, a vida íntima de Deus e os métodos para tutelar a espiritualidade em acção do género humano.
  • OS DOIS MÉTODOS PARA OBTER A LEMBRANÇA DAS VIDAS PASSADAS

    T. Palamidessi A MEMÓRIA DAS VIDAS PASSADAS E SUA TÉCNICA

    Para nos compreender, iremos chamá-los métodos Ae B. O primeiro pratica-se com a ajuda de uma cadeia magnética de pessoas sob a direcção de um magnetizador. O segundo executa-se sozinhos. Eu experimentei-os com sucesso. Vou explicar o processo.
  • O successo da Cardiognose

    T. Palamidessi A ASCESE MÍSTICA E A MEDITAÇAO SOBRE O CORAÇÃO

    O successo da Cardiognose sucede bem quando se faz a prática da disciplina respiratória porque o coração, os pulmões, a aorta e o sangue estão ligados e são interdependentes; o bom êxito da cardiognose é ainda maior quando se consegue a faculdade da abstracção, ou seja, o retiro da própria atenção dos sentidos, e obtém-se uma perfeita atenção e concentração da mente num só ponto: o coração, e assim estamos na condição de meditar, ou seja, de nos concentrarmos durante muito tempo sobre o próprio coração. Resumo do que é preciso:
  • COMO SE PRATICA A MEDITAÇÃO NO CORAÇÃO

    T. Palamidessi A ASCESE MÍSTICA E A MEDITAÇAO SOBRE O CORAÇÃO

    Acompanhar com atenção as seguintes instruções e começar hoje mesmo a meditação:
    1.  Escolhem um lugar silenciosoe solitário, um quarto desadornado, vazio, com paredes brancas, nuas para não se distrairem, a não ser uma poltrona confortável munida de costas altas para permitir, eventualmente, apoiar a cabeça. Uma pequena mesa para colocar, em cima dela, qualquer livro de reflexão, papel, lápis para tomar apontamentos. Na falta de tudo isto, é necessário adaptar-se à situação existente. Na estação temperada, é bom fazermos o exercício num jardim e por baixo de uma árvore, melhor se for um carvalho.
    2. DINÂMICA RESPIRATÓRIA E ASCESE ESPIRITUAL

      TOMMASO PALAMIDESSI

      DINÂMICA RESPIRATÓRIA E ASCESE ESPIRITUAL

      Técnicas de respiração controlada enérgico-vital, simples e alternada para iniciar à prática da concentração e meditação arqueosófica.

      Décimo terceiro Caderno

    3. AS FONTES BIBLIOGRÁFICAS PARA A CONHECIMENTO DOS SÍMBOLOS

      T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

      Antes de tratar de modo prático o uso de alguns símbolosa fim de cobrir a grave lacuna que existe acerca da meditação profundae a contemplação do símbolo, damos um elenco de obras do máximo interesse descritivo.
    4. A MENTE É UMA MARAVILHOSA ALAVANCA DE COMANDO DO ESPÍRITO

      T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

      A mente humana tem propriedades maravilhosas das quais dependem todas as realizações interiores e exteriores: entre estas propriedades que podemos definir alavancas de comando psíco-espiritual, existem: a atenção mental, a concentração e a meditação, que é uma atenção prolongada. Recapitulando a definição dos enunciados acima, podemos dizer o seguinte:
    5. A ESPADA COMO EXEMPLO DE MEDITAÇÃO

      T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

      Num lugar e num quarto silenciosos preparai-vos para meditar sobre a espada. Sentai-vos diante de uma parede branca, sobre uma cadeira para o leste ou sobre uma almofada, se estiverem habituados. Diante de vós disporeis uma verdadeira espada de dois gumes e empunhadura em cruz, ou então um seu desenho. Para a respiração regulai-vos como acima foi dito.
    6. O CADUCEU DE HERMES

      T. Palamidessi A VIA DOS SÍMBOLOS E A TRANSMUTAÇÃO ESPIRITUAL

      Todos, mais ou menos, sabem o que é o “Caduceu de Hermes”, ou seja uma vara com duas serpentes entrelaçadas de sexo oposto que se olham agressivas, tida na mão do mensageiro alado Hermes.
       
      Símbolo antigo do Oriente que se encontra em Cartagine junto dos Fenícios, dos Hititas, dos Hebreus, dos Egipcianos. Nos Hinos Homéricos (III,529) o caduceu herméticoé chamado “áureo”, com a virtude de fascinar os olhos dos mortais e de adormece-los, de atrair os mortos do inferno, de transformar em oiro os objectos tocados.
       
      É símbolo de prosperidade e de paz também entre os Romanos. Em língua grega quer dizer “Arauto de paz”. Ainda hoje a pastoral dos arquimandritas que é em forma de T, termina com duas serpentes que se enfrentam, às vezes elevados de uma cruz, a vara ou bastão tem seis nós e apoia sobre uma ponta para desenhar a espora com a qual o pastor pune e incita ao bem.
       
      O Padre Pavel Florenskij explica um pouco mais sobre este símbolo episcopal comentando um ícone da Sofia: “O caduceu(e não já o pastoral com a cruz ou com o monograma de Cristo, pelo menos na maior parte dos casos) indica a potência teúrgica psicopompo, a força misteriosa que exercita sobre as almas. O rótulo envolto na mão esquerda e junto ao coração, órgão do conhecimento superior, indica o conhecimento dos mistérios ocultos”. É evidente que qualquer coisa de esotérico ainda subsiste na Ortodoxia, ainda que pouco, mas a Igreja Romana que foi a seu tempo bizantina, ao longo do caminho perdeu o simbolismo antigo das grandes Iniciações e tem preferido o pedum (o pastoral romano) a cima curvo à maneira do pastor, enquanto teria sido melhor se tivesse adoptado as duas serpentes enroscadas na cruz, indicando algo mais esotérico sobre a prudência episcopal.
       
      [...]
       
      Acerca do Caduceu, o esotérico Dr. Rolt. Wheeler afirma: “Este Símbolo é puramente Helénico; é Órfico, Eleusino e Pitagórico simultaneamente. O Símbolo Órfico é parcialmente fálico, com o bastão sobrelevado pelo tirso ou cone de abeto, emblema da fecundidade. O Caduceupropriamente dito é o bastão mágico de Hermes, o mensageiro alado dos deuses. As duas serpentes são Dionisíacas, essas simbolizam as duas polaridades, masculina e femininas; também as duas formas de magia, assim a mentalidade consciente e subconsciente. A cruz é Órfica, como Orfeu foi crucificado a uma árvore. O símbolo é dividido em sete planos.
       
      [...]
       
      No Oriente o símbolo das duas serpentesentrelaçadas à vara encontra confrontação nas duas correntes, Pingalâ e Idâ que se enrolam à Merudanda: a primeira é de cor vermelha, quente e seca, comparada ao Sol e ao enxofre alquímico, enquanto a segunda, Idâ, é fria e húmida como o Mercúrio alquímico e está relacionada com a Lua pela sua palidez prateada.
       
      Quem quer ulteriores detalhes pode procurá-los nas nossas velhas obras, sempre válidas do ponto de vista das técnicas iniciáticas, se bem que o nosso actual endereço seja Arqueosófico e portanto mais avançado. As exercitações meditativas sobre o Caduceu levam a importantes descobertas acerca do Árvore da Vida e o despertar do Kundalini, o Fogo Serpentino, mas as experiências da meditaçãosobre os símbolos são mais favoráveis se forem realizadas inserindo os próprios símbolos numa figura humana que prende a consciência do meditador a outros arquétipos dos símbolos que são ligados uns aos outros pelas leis da sinergia. Óptimo treino é um ícone criado a cores da Sofia criada. A ascese é avantajada deste tipo de meditação a qual atingiu Jacob Boehme, Soloviev, Pavel Florenskij, seguidores da gnose russa. Uma exposição detalhada acerca do modo de meditar sobre a Sofia, segundo a Bíblia, foi confiada numa obra que esperamos colocar à disposição de quantos se interessam pela questão sofiânica, um dos aspectos mais profundos e menos conhecidos do caminho iniciático.
    7. O Caminho para Deus

      T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

      O caminho para Deus não é só uma questão de fé e de moralidade perfeita, mas também utilização de todas aquelas ciências, artes, técnicas que ajudam a libertar as correntes do mundo fenoménico. Há técnicas psicossomáticas sem as quais a preparação de baixo se torna quase impossível, apesar da ajuda da Graça, dos Sacramentos, da vida litúrgica.
    8. ICONOGNÓSIA ARQUEOSÓFICA

      T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

      ICONOGNÓSIA ARQUEOSÓFICA: voz grega inaugurada da “Arqueosófica” para indicar o conhecimento da imagem com objectivos de elevação espiritual. O ícone encerra símbolos e cenas religiosas pintadas a cores escolhidas segundo as leis das cores e dos seus efeitos sobre a consciência. É isso que na Índia chama-se “Mandala”, ou seja diagrama de meditação, e na Ortodoxia da Igreja do Oriente “iniciação ao ícone”.

    9. O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      TOMMASO PALAMIDESSI

      O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      Trigésimo oitavo Caderno

    10. AINDA DAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A MEDITAÇÃO

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      As elucidações não são nunca suficientes, especialmente no tema da meditação. Um entendido teólogo escreveu: “ a aplicação arrazoada da mente para uma verdade sobrenatural para ter uma convicção sempre mais profunda e portanto amá-la e praticá-la com a ajuda da graça”: esta é a meditação, definida também “oração de segundo grau”. 

    11. Exemplos de Meditação: Meditação por imagem

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      Suponhamos querer meditar sobre o Senhor Jesus Cristo. Ao início tereis um quadro ou ícone a cores do Messias, em pé,  colocado na parede defronte a uma distância normal para a vista. Observar com fixação esta imagem, concentrando-vos sobre ela sem distrair-vos e sem piscar os olhos, que podem também lacrimejar. Esquecer tudo aquilo que circunda, passar de maneira visível e com a mente toda a figura, começando pelos pés sempre para cima, até chegar ao rosto e aos cabelos. Continuar assim por um quarto de hora por dia durante três meses. 

    12. PRÁTICA DA MEDITAÇÃO SEM OBJECTO

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      Como explicado para a meditação com esteio, sentar-vos relaxados e cómodos, espinha dorsalbem direita, olhos semi abertos em ambiente debilmente iluminado, imóveis, fazendo o completo vazio mental e permanecendo assim. Não é fácil, mas com a insistência e a paciência chega-se a tudo. Se o estado de vazio mental chega súbito, não há que fiar-se.

      Naturalmente a respiração rítmica ajuda muito. Iniciar com cinco respirações em base aos tempos: aspirar o ar pelo nariz durante um segundo; retê-lo nos pulmões por 4 segundos; expirar o ar por 2 segundos; por fim manter os pulmões firmes por 4 segundos. Após cinco controlos do respiro, respirar normalmente e profundamente.

      Fecharão os olhos, portanto fazer descender a vossa inteligência da cabeça (Centro frontal) para baixo no coração (Centro cardíaco), mantendo-a neste último. Farão assim: inspirar com leveza para não desperdiçar o pensamento, e chamar o Senhor mentalmente, enquanto inspirar o ar e constringirão volitivamente a inteligência a descer no coração para pregá-lo com  a formula: Meu Jesus. Poderão também usar uma outra expressão, conquanto que esteja sempre o nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Reterão o respiro completando a chamada. De seguida expelirão o ar dos pulmões, expirando docemente. Depois de novo concentrar a vontade atenta na fronte e dirigirão a descida forçada no coração, repetindo a mesma invocação, uma vez que a tenhais estabelecida.

      O prosseguimento desta atitude interior traduzir-se-á bem presto na impressão de subir, de voar, de sentir-se corporalmente ligeiríssimos. Esta experiência ascencional durante a oração a provaram Bernardino de Laredo(Subida del monte Sion), Luis de Granada. Este último disse: “A oração é, para a alma, subir acima dela mesma e sobre tudo o criado, unir-se a Deus e afundar-se neste oceano de suavidade infinita e de amor”. A mesma coisa dizem S. Teresa de Ávila, S. Damascenoe S. João da Cruz, referindo-se a subir acima de nós mesmos e de tudo, até à união com Deus.

      É difícil exprimirmo-nos em palavras, porque nós queremos indicar  para repetir a nossa experimentação e ir sempre mais acima. Meditar, rezar, invocar o Altíssimo e ao mesmo tempo não pensar em nada é verdadeiramente um pensar de Deuses, e não de homens e mulheres desta baixa existência.

      Sentirão ser conduzidos verticalmente no alto como chama ardente atraída por uma misteriosa tiragem, aquela da graça divina.

      Mantenham-se interiormente despertos: atenção às insídias do sono, que pode interromper o preparo da oração contemplativa.

      Se um irmão espiritual médico observasse o asceta neste trabalho,  seria surpreendido ao constatar a queda de pulso também para 30 pulsações por minuto, improvisas paragens de respiro e diversas anomalias fisiológicas, ainda que culminantes na levitação e outros fenómenos espectaculares.

       
    13. Os Sonhos Lúcidos: A Arte De Compreender A Natureza Do Sonho, Visualizá-Lo E Mudá-Lo

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      Quem entende compreender a natureza do estado de sonho, deve exercitar-se para manter a continuidade de consciência enquanto sonha; deve fazer mudar um sonho ordinário num sonho lúcido, para dissociá-lo e recompô-lo à vontade. A insídia devida à ilusão dos sonhose à secreta causalidade, deve ser combatida e vencida saindo a manter ininterrupta a memória na passagem da vigia ao sonho. As alavancas de comando para chegar a tanto encontram-se no poder da mente, na arte de meditare de rezar.

    14. ILUMINAÇÃO ORIENTAL E VIGIA PERENE CRISTÃ

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      Já temos assinalado ao objectivo da “vigia perene” que é obter a Iluminação permanente, e a Iluminação está na sua  essência  uma experiência interior, um compreender o  transcendente segundo a máxima perfeição humana. Temos na verdade feito entender que a verdadeira Iluminaçãoe a “Vigia perene” são uma conquista da alma cristã, mas não poucas pessoas buscam em vão esta Iluminação no Oriente, fora do Cristianismo, rejeitando sem  sequer conhecê-lo nem em superfície, nem em profundidade. Preferem os sistemas do Zene do Yogae de uma assim dita Meditação Transcendental, sem sequer suspeitar de ir acabar numa  espécie de Iluminaçãolimitada à esfera natural, bem separada, bastante afastada da Iluminação sobrenatural. Eles perseguem em boa fé os métodos óptimos, mas por um certo caminho ascético, não por certo místico e nem ao menos iniciático.

    15. O ESTADO ONÍRICO OS SONHOS TERRENOS E OS SONHOS DO ALÉM

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      O sonho é o estado da consciência durante o sono, um imaginar e pensar dormindo; é um pensar inconsciente. Junto nos sonhos desenvolve-se um conflito de base entre os desejos e as repressões do sonhador: a luta que se desenvolve entre as cobiças instintivas do inconsciente e a censura moral. O sonho é também dado do inconsciente motivações dos distúrbios psicossomáticos.

      Sonhar é sempre uma via para uma diagnose. A moderna psiquiatria tem aprendido a descobrir dos sonhos os conflitos emocionais, responsáveis pelas más acções, dos maus pensamentos e da doença nervosa e mental. Os sonhos revelam a quem aprende a introspecção total e ao director espiritual, ao médico da alma, os nossos secretos desejos, os nossos medos, os nossos ódios, os nossos amores. Sonhando vem à galha o nosso verdadeiro eu. No sono manifestamos um despegado dualismo: o Anjo da Guarda bom e o Anjo da guarda mau que estão dentro de nós. O corpo dorme, mas a mente é desperta no sonho, e a imaginação se desenfreia livremente. O nosso íntimo eu quando sonhamos é livre e faz-nos satisfazer as tentações que reprimimos quando estamos acordados. O espelho da vida emocional do sonhadoré o sonho, e deste espelho  serve-se a lei do “contrapasso” depois da morte. Os nossos sonhos são diversos segundo a constituição e personalidade. Nos sonhos descobrimos a qualidade da nossas emoções, e isso é muito importante.

    16. O TECIDO DO ESTADO “POST MORTEM” É FEITO DE SONHOS E DE REALIDADE

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      Insistirei um pouco sobre este argumento, porque que o drama da morte está intimamente associado ao simbolismo terrífico, aprazível e talvez  caiado dos sonhos. O despertar no além é acompanhado por sonhos com raras percepções de cenas verdadeiras, porque o indivíduo não tem ainda os cinco sentidos espirituais activos. Sonhará e lhe lembrará uma recordação de tudo quanto fez na sua vida, detendo-se sobre aquilo que devia ou não devia fazer ou não fez, sobre quanto podia fazer e não quis fazer. Deste ver sonhando, começará o trabalho da consciência. Depois remetendo-se nas regiões crepusculares deste novo mundo dos defuntos, sonhará ainda tais episódios que serão como o acto de acusa, mas verá verdadeiramente as pessoas que ofendeu, arruinou, matou, mas não saberá discernir pessoas verdadeiras da pessoa-sonho, porque não aprendeu quando estava vivo a libertar-se da ilusão e do jogo simbólico onírico.

    17. O MISTÉRIO DO OITOVO DIA COROAÇÃO DA VIGIA PERENE

      T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

      O sagrado é a torrente impetuosa e revolvente das aguas divinas meste mundo absolutamente diverso. Pela sua natureza neste mundo nada é jamais sagrado e santo, mas torna-o só por participação. O acto divino tira uma coisa ou um indivíduo do seu mundo empírico, natural, e o coloca em comunhão com as forças transcendentes e santificantes.

    18. A ESCOLA ARQUESOSÓFICA E AS EXPERIÊNCIAS DE RADIESTESIA

      T. Palamidessi AS MARAVILHAS DA RADIESTESIA

      Porque a Radiestesiafunciona enquanto existe uma mente humana dotada dos requisitos necessários para entrar em telepatia com os seres e as coisas, a nossa escola de Arqueosofia vê nesta ciência experimental uma via para o desenvolvimento da atenção, da concentração mental e da meditação, que outro não é senão uma concentração ainda mais longa.

    19. O QUADRANTE DA HIPOACTIVIDADE E DA HIPERATIVIDADE

      T. Palamidessi AS MARAVILHAS DA RADIESTESIA

      Para ver se um órgão funciona em excesso (Hiperativo) ou funciona pouco (Hipo ativo), se a pressão do sangue é alta ou baixa, se uma glândula está equilibrada ou não, se terão muito ou pouco açúcar no sangue, poderão utilizar um quadrante. Esse consiste num semicírculo, cuja perpendicular do centro indica 0 graus ou equilíbrio, enquanto a graduação de 10 em 10 graus para a direita (para 0º a 90º) indica o + ou valores de híper

    20. O ALÉM E AS ALMAS DOS DEFUNTOS SEGUNDO A RADIESTESIA

      T. Palamidessi AS MARAVILHAS DA RADIESTESIA

      A escola de Arqueosofiadescobriu a possibilidade de estender a experiência para mundos suprasensíveis, e portanto às almas desencarnadas e aos mundos por elas habitados. Para este tipo de experiência, o testemunho é uma fotografia do defunto, mas é muito útil que junto exista qualquer coisa do traspassado (por exemplo, cabelos). A verificação que a pessoa esteja falecida e separada do corpo se nota pela oscilação do pêndulo sobre uma Rosa-dos-ventos ou quadrante de 360º, que reporte os quatro pontos cardiais (NORTE-SUL, OESTE-ESTE). Depois este quadrante indica o “raio fundamental” do defunto, igual a 146º. É óbvio que o quadrante deve ser exactamente orientado na direcção NORTE-SUL.

    21. CONTROLO E MEDITAÇÃO DO CENTRO PSÍQUICO DA GARGANTA COM A RADIESTESIA

      T. Palamidessi AS MARAVILHAS DA RADIESTESIA

      A experiência que sugerimos fazer refere-se á inspeção ou controlo dos 7 Centros psíquicose ao seu desenvolvimento. Tomaremos como exemplo o “Centro da Garganta”.

    22. A MEDITAÇÃO SOBRE A ESFERA SEXUAL E A ASCESE

      TOMMASO PALAMIDESSI

      A MEDITAÇÃO SOBRE A ESFERA SEXUAL E A ASCESE

      Décimo segundo caderno

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