Santo Graal

  • O SIMBOLISMO CARDÍACO

    T. Palamidessi A ASCESE MÍSTICA E A MEDITAÇAO SOBRE O CORAÇÃO

    Aqueles que foram iniciados nos graus da Ordem Iniciática Lótus+Cruz, conhecem os pormenores da simbologia do Coração e do Sangue. O emblema da Ordem evidenciou o coração, como fogão dos Alquimistas, custódia do Fogo interior.
     
    O coração foi comparado pelos Templáriosao Graalou São Gral, ou seja, o cálice de esmeralda (assim chamado por causa da cor do seu cristal) no qual Jesus na Última Ceiafez o rito teúrgico da Eucaristiaenchendo-o não só de vinho, mas também com algumas gotas do seu sangue: bebida que deu a beber aos seus Discípulos. Foi este o cálice no qual José de Arimateia recolheu o sangue que pingava da Cruz, e ao seu redor nasceram as lendas do ciclo heróico.
     
    [...]
     
    O Graal simboliza a “pedra do fulgor” perdida por Lúcifer e depois por Adão, mas devolvida pelo Cristo. No século XII Santa Ludgarda falará do costado aberto de Cristo, que oferece o acesso ao seu coraçãoque se tornou uma arca.
     
    Guilherme de Saint-Therry designa assim a abertura freita na parede da Arca cujo paralelo encontra-se na lesão de Cristo, no seu sangue e no seu coração. Inspirando-se nos textos bíblicos, assim escreve no De contemplando Deo: “Que eu entre todo inteiro no coração de Jesus, no Santo dos Santos, na Arca do Testamento, na urna de ouro”. O coração, segundo este místico cistercense de 1148, é o lugar humano no qual se opera a transfiguração e o conhecimento das coisas ocultas.
     
    Sempre ligado aos paralelismos, às comparações com outras tradições, lembramos Krishna no seu canto celeste da Bhagavad-Gîtâ, XVI,61, quando declara que ele mora no coração de todos os seres. Krishna é sempre Cristo que volta à terra como Luz do Mundo, e que voltará usando diferentes nomes, de época em época, para salvar todos. Segundo as Upanishad a meditação deve fazer-se no coração, porque penetrando no centro do coração descobrimos o Antigo, o Não Nascido, o Eterno Ser. No Alcorão, a palavra “coração”  aparece 131 vezes. A tradição Islâmica baseia-se na teologia do coração. No êxtase, Maomé diz ter visto com o olho do coração e acredita, assim, que o coração seja o espelho da contemplação nos profetas aos quais Deus abriu o peito. Neste sentido, são importantes os textos do Sufismo porque fazem contínuas referências à meditação e à procura de Deus no coração.
  • O Graal

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    Sobre o Graalmuito foi escrito desde o séc. XII até hoje, a começar pelos romances da "Távola Redonda" e as lendas do ciclo cavaleiresco, até chegar a toda a crítica literária do período seguinte.
     
    Supuseram tratar-se de um objecto de culto religioso feito em ouro ou de outros materiais misteriosos, mais precisamente do Cálice usado por Jesus Cristo na sua última Ceia eucarística: o mesmo cálice que serviu a José de Arimateiapara recolher o sangue e a água do costado lesionado do Redentor.
  • EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    TOMMASO PALAMIDESSI

    EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    Influência do Avatar sobre o Corpo Iniciático de uma Ordem

    Caderno dezoito

  • O Mito do Cálice

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    Mencionamos com velada alusão o Graal, o sagrado Cálice, a Taçaou Cálice utilizado por Jesus Cristo na Última Ceia, quando instituiu a Eucaristia, e que foi utilizado por José de Arimateia, discípulo do Avatâr (Messias), para recolher o sangue e a água que escorria da lesão do Seu costado, provocada por uma lança do centurião Longino: Cálice que José, depois de ter sido prisioneiro em Jerusalém, transportou na companhia de Nicodemo para a Grã-Bretanha, quando com outros companheiros foi para aquela terra para evangelizar.
     
    Agora explicaremos, tanto quanto possível, ou seja, até ao limite consentido pela “Disciplina do Arcano”, o que é este Cálice cheio de uma bebida imortal ligada ao Mistério do Gólgota, mas para nos entender temos que remontar a uma determinada literatura antiga que transmite aos posteriores um conhecimento especial sob o véu de poemas heroicos, de lendas estranhas que lembram os modos alegóricos de Homero, Ovídio, Dante, Cecco d’Ascoli e de muitos outros.
     
    O mito do Cáliceé lembrado por inúmeras fontes, entre as quais sobressaem as provençais e germânicas, com uma breve literatura cavaleiresca que apareceu no séc. XII, na época das Cruzadas na Terra Santa com uma intenção clara e inequívoca: assinalar uma tradição secreta, indicar aos homens o caminho da iluminação e da imortalidade, a recuperação da Sapiência perdida. Dissemos “o mito da Taça”. Exacto! As verdades doutrinais, as técnicas de auto-superação, transmitem-se sob a forma do mito, ou seja, o conto, as lendas que se podem perceber quando se tem a chave do simbolismo. Sem o mito não teriam chegado até nós os ensinamentos secretos das civilizações longínquas. Os mitosforam entregues pelos grandes sacerdotes do passado, quando existia a necessidade de velar a Revelação Divina.
  • O Graal e a Divina presença

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    O homem nunca esteve sozinho, porque acima dele vigiou sempre o Grande Arquitecto do Universo, Deus com a sua divina presença. Com nomes diferentes esta assistência existiu sempre e o simbolismo do Graal desempenha nas diferentes escolas de espiritualidade heróica, mística e iniciática.
  • O RITO ARQUÉTIPO DO CÁLICE

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    O rito do Santo Graal(= Taça, segundo a língua sânscrita) é o Super Sacramento que se celebra no plano espiritual com palavras de consagração duma Potência Divina. Ele tem uma hierarquia iniciática “segundo a Ordem de Melquisedeque” que pode celebrar o rito num modo invisível à vista ordinária terrena, operante sobre o eros, sobre a alma e o espírito do homem, sustentada por uma cavalaria laica constituída por Iniciados: os Cavaleiros do Santo Graal.

  • Trindade Divina e o Mistério do Santo Graal

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    O Mistério da continuidade sobre os planos superiores do Santo Graal, pode-se afirmar que sempre existiu desde o tempo em que a terra e a humanidade dele precisaram. Ele serve para estabelecer a harmonia, a soldadura, a adesão da trindade ao homem com a Trindade Divina. Cada indivíduo compõe-se de espírito, alma emotiva e eros, e o todo está junto no Ego.
  • A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

     

    ALESSANDRO BENASSAI

    A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    As origens divinas da realeza

    São Galgano, 5 Agosto 1995

     

    INDICE GERAL

    1. AS ORIGENS DIVINAS DA REALEZA
    2. BHAGAVAD GÎTÂ E A DOUTRINA DO AVATÂR
    3. O FARAÓ, O REI DO ANTIGO EGIPTO
    4. O REI SACERDOTE BABILÔNICO
    5. A SOBERANIA DE MOISÉS
    6. O REI GUERREIRO DAVID
    7. REALEZA DE SALOMÃO
    8. A CONSAGRAÇAO DO REI DE FRANÇA
    9. RITUAL PARA A CONSAGRAÇÃO DO REI DA FRANÇA
    10. OS REIS MAGOS
    11. MELQUISEDEQUE
    12. O MESSIAS REI SACERDOTE
    13. COMENTÁRIO
  • o Rei do mundo e a Terra Polar

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    Tradições de diferentes povos transmitem desde tempos imemoriais a história da existência de um poderoso monarca e um reino misterioso que está acima de qualquer reino visível, um lugar secreto, uma região sagrada, uma terra de luz representada como uma ilha branca situada no meio do mar amargo da vida. A ideia da realeza divina e do enviado dos céus constitui o motivo central da lenda.

    Aquele que reina mediante a virtude do Céu” é semelhante à estrela polar: permanece imóvel enquanto todas as outras coisas giram em torno dele. É o “que vira a roda”, o legislador além da lei, o sumo-sacerdote do templo invisível que conduz os destinos do templo visível.

  • o Preste João

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    Desde tempos primordiais a tradição chegou até a Idade Média onde se revestiu das formas simbólicas do tempo. Então falou-se sobre o reino do Preste João e a lenda do Rei Arthur. 

    Preste João” não é o nome de qualquer personagem misterioso, mas um título; conta-se, de facto, na saga de uma dinastia de “Preste João”, ou seja de uma antiga linhagem de reis que, como aquela do rei guerreiro David, teria unido em si a dignidade real e o poder sacerdotal.

  • o Rei Arthur e o Mago Merlin

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    Em Avallon aposentou-se rei Arthur, onde segundo a lenda ele vive para sempre e de onde se manifestará de novo.

    O nome Arthur (de artòs= urso) representa uma qualidade particular tradicionalmente possuída pelo rei: a força forte das forças, simbolizada pelo “ombro da ursa” que do extremo Norte parece girar à roda do mundo.

    Arthuré, de facto, o chefe da mesa redonda em torno da qual se sentam cavaleiros e damas; ele é o rei do centro supremo do qual, como raios do sol, partem os brancos cisnes da cavalaria eleita.

  • RITUAL PARA A CONSAGRAÇÃO DO REI DA FRANÇA

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    Primeiro é preparado na catedral o trono do rei sacerdote colocado no centro do coro elevado em algumas etapas. O sábato que precede o domingo da coroação, um esquadrão de guardas do corpo especial do rei é enviado para a catedral para substituir os guardas comuns. Os guardas vão monitorar ininterruptamente noite e dia todas as portas da catedral, garantindo assim a proteção do Templo, o "espaço sagrado" fechado aos profanos e todos aqueles que não podem participar ou assistir ao mistério sagrado. O homem chamado a tornar-se rei deve depor a sua natureza humana para assumir aquela divina, em outras palavras, deve "nascer de novo".

  • A Santa Ampola de São Remi

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    A Santa Ampola é sem dúvida o objeto ritual mais importante e lendário. Isto é, de acordo com a tradição, continha um bálsamo perfumado com uma essência desconhecida, trazida milagrosamente do céu por uma pomba nas mãos de São Remi.

  • OS REIS MAGOS

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    Os Reis Magos, ou seja, reis sacerdotes, são três misteriosas personagens (“os seus corpos tinham assas”) que homenagearam o novo Rei Messias trazendo o dom das chaves do conhecimento arcaico (A história dos Três Reis, capitulo 47). Eles representavam uma ligação entre o fim e o início de um ciclo de manifestação.

  • MELQUISEDEQUE

    A. Benassai A LENDA DO SANTO GRAAL E O REINO MISTERIOSO

    Um misterioso personagem da Bíblia, Melquisedeque, rei de Shalem, a “cidade da paz”, a “cidade de Cristo” (cfr. Efésios 2:14), a Cidade Santa, a Celeste Jerusalém, morada de Deus Altíssimo, é o arquétipo perfeito da realeza sacerdotal.

    Ele é o Rei da Justiça, o invencível Rei Guerreiro que derrota o “rei do Caos” entregando-os a Abraão(Genesis 14:20) para restabelecer a Ordem, e o Gran Sacerdote Sacrificadorque abençoa e celebra o rito arquetípico oferecendo o cálice do pão e do vinho ao Abraão e a Sara

  • O MISTÉRIO DOS TEMPLÁRIOS

     

    ALESSANDRO BENASSAI

    O MISTÉRIO DOS TEMPLÁRIOS

    Segunda edição: Outubro 2000

  • as Cruzadas

    A. Benassai O MISTÉRIO DOS TEMPLÁRIOS

    "Mil e não além de mil" dizia a profecia... e sob esse vaticínio apocalíptico ameaçador estava terminando o primeiro milénio. Um longo período de depressão e de crise dos valores espirituais, acompanhado de fome, insegurança e medo, aterrorizou toda a cristandade. O período registou ainda uma alarmante regressão demográfica devida à crítica situação social: de quase 26 milhões estimados na época do nascimento de Jesus, a população reduziu-se a menos de 19 milhões de habitantes, na Europa. 

  • SANTO GRAAL A TRADIÇÃO ARQUEOSÓFICA

     

    ALESSANDRO BENASSAI

    SANTO GRAAL A TRADIÇÃO ARQUEOSÓFICA

    FLORENÇA, 1987

     

  • A Lenda Do Santo Graal E O Reino Misterioso

  • O Mistério do Templários

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