Cristianismo integral

  • O Anel para saldar a Tradição do Oriente e do Ocidente

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    No primeiro Caderno, "Tradição Arcaica e fundamentos da Iniciação Arqueosófica", atribuimos à Arqueosofia o completo conhecimento dos princípios que se referem a Deus, aos problemas do espírito, da alma emotiva e do eros, à evolução do cosmos, ao facto universal do bem e do mal, da dor, à morte, à reencarnação e aos meios extraordinários para nos salvar.
  • O Evangelho é um Livro fechado a Sete Selos

    (T.Palamidessi, Introdução aos Mistérios Menores e Maiores)

    Só depois da descida do Messias, o Filho de Deus, o verdadeiro Mestre, é consentido ao género humano nutrir-se novamente de todos os frutos das árvores, inclusive aquela da Vida, mas através da experiência da ascese, da Iniciação progressiva e das etapas denominadas “mistérios menores” e “mistérios maiores”. Quem pode compreender o Apocalipse de João, após ter passado pelos quatro Evangelhos, estudados e vividos, segundo uma certa ordem esotérica, entrevê os “grandes Mistérios”. Segundo a Tradição esotérica cristã, o caminho de acesso ao Paraíso terrestre e depois ao Paraíso Celeste, obtém-se com as chaves escriturais:

  • HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    TOMMASO PALAMIDESSI

    HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Trigésimo Quinto Caderno

  • UTILIDADE DE UMA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    O homem – dotado de inteligência e espirito de liberdade – tem sede de verdade. Duas aspirações semelhantes elevam a alma humana sobre as miragens da natureza: a necessidade imperiosa de imortalidade e de verdadeou perfeição ética. A vida imortal é um grande mal se ao mesmo tempo não se tornar digna da imortalidadealcançando todas as verdades. A imortalidade sem a perfeição equivaleria a um eterno tormento e, também, a perfeição sem imortalidade seria um irónico insulto e uma absurda injustiça.
  • Distinção entre “Esotérico” e “Exotérico”

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Em grego o vocábulo esotérico  significa interior, termo usado para indicar o ensinamento próprio de algumas escolas gregas, ensinamento não público mas concedidos no interior da escola a um círculo de discípulos já instruídos e iniciados.
  • A COMUNIDADE CRISTÃ DE ALEXANDRIA

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    São Marcos Evangelista, enviado por São Pedro, fundou a Igreja Cristã de Alexandria no Egito, onde morreu mártire em 25 de Abril talvez no oitavo ano de Nero (62): “preso com cordas e arrastado nas pedras, foi gravemente atormentado, e depois fechado na prisão” (Martirológio Romano), onde expirou pela fé.
  • O Caminho para Deus

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    O caminho para Deus não é só uma questão de fé e de moralidade perfeita, mas também utilização de todas aquelas ciências, artes, técnicas que ajudam a libertar as correntes do mundo fenoménico. Há técnicas psicossomáticas sem as quais a preparação de baixo se torna quase impossível, apesar da ajuda da Graça, dos Sacramentos, da vida litúrgica.
  • A THEOTOKOS, A VIRGEM MARIA, MÃE DE JESUS E A SAGRADA MATERNIDADE

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Por um milagre da Onipotência divina o homem Jesus recebeu o Espirito Santo. Marianão podia dar mais que um corpo de carne humana ao filho de Deus feito homem; mas uma vez que a pessoa de Jesus Cristo é uma só e é divina, por consequência Maria deve chamar-se Mãe de Deus no sentido de ter sido a mulher escolhida (segundo as Profecias) para gerar Jesus sem a cooperação genética de um homem.

    Maria foi escolhida entre todas as mulheres pela sua pureza em todos os sentidos e em todos os tempos, e por isso é chamada pura, “imaculada” e “Virgem”, antes e depois do nascimento do Filho.

  • GNOSE CRISTÃ E GNOSE NÃO CRISTÃ

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    A gnose do cristão não é a gnose do não cristão. Onde falta um trabalho permanente de auto purificação integral conforme os conselhos, advertências e exemplos de nosso Senhor Jesus Cristo e da graça trinitária, não há gnose. “O homem torna-se Deus, de qualquer maneira, de homem que era” (Stromata, VII, 16).
  • Evágrio do Ponto

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Entre os teóricos e práticos da espiritualidade da Igreja antiga, Evágrio do Ponto é uma figura importante. Recolheu a tradição oral e escrita dos séculos antecedentes, e em particular a da escola de Alexandria e Cesareia. Foi capaz de desenvolver cada informação e trouxe, com os seus escritos e com o exemplo de uma santa vida, uma contribuição notável exercitando o seu influxo na posteridade.
  • AS ESCOLAS CRISTÃS DE CATEQUESES EM ALEXANDRIA E CESAREIA MARÍTIMA

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    A grande cidade egípcia já no III século antes de Cristo era um importante centro de estudos filosóficos, astronómicos, religiosos e linguísticos. Alexandria foi fundada por Alexandre o Grande em 328 a.C., no distrito de Rhakotis, numa zona de terra fértil e fresca situada entre o Mediterrâneo e o lago de Mareotis, a Norte-Oeste do Delta do Nilo. Mesmo em frente há a ilha de Pharos. Seria demasiado longo fazer a história cultural de Alexandria, portanto limitar-nos-emos a algumas pequenas noções. Personagens políticas de várias épocas enriqueceram a cidade de bibliotecas, laboratórios, museus, pondo a trabalhar cientistas famosos. Contribuíram para o esplendor intelectual, além de Alexandre o Grande, também Ptolomeu I Sóter(323-286 a.C.),Ptolomeu II Filadelfo (285-247 a.C.) e também Marco António, que para agradar Cleópatra enriqueceu a pequena biblioteca do Serapeu com 200.000 pergaminhos, subtraídos à biblioteca de Pérgamo.

  • Orígenes e o Didaskaleion

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Os ensinamentos do Didaskaleioneram ao início os preceitos e as verdades elementares do cristianismo, depois a gnose perfeita, conhecimento da verdade integral e ao mesmo tempo santidade divinizante que se consome com o martírio. Orígenes preparava os catecúmenos para o batismo, os novos convertidos ao martírio. Cessada a perseguição, os sempre mais numerosos discípulos pediram ao já notório Orígenes para serem instruídos mais profundamente sobre a fé. Então “… ele fez duas classes da multidão dos seus discípulos; depois, escolhendo Héracles entre eles … fê-lo seu colega na catequese deixando-lhe a direção dos incipientes e reservando para si próprio a instrução dos mais avançados” (Eusébio, Hist. Ecl. VI, 15).

  • O ensinamento Clementino-Origenista das Escolas de Alexandria e Cesareia na Palestina

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Os nossos estudos e meios de pesquisa permitem-nos fazer o balanço do que podia ser a essência do Cristianismo dos primeiros séculos. Tentaremos portanto fazer uma breve panorâmica, lembrando aos estudiosos que os Cadernos de Arqueosofia mostram em detalhe o ensinamento de Jesus, transmitido e interpretado pelos seus Apóstolos, por São Paulo e culminado em Tito Flávio Clemente de Alexandria e em Orígenes.

  • A NATUREZA DOS ANJOS

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Os anjos podem ser:

    a) CRIATURAS INCORPÓREAS, ou seja seres criados por Deus. Por outras palavras foram chamados do nada pelo omnipotente amor de Deus. Quando foram criadas não o sabemos, mas é notória a sua existência antes do aparecimento do homem, desde tempos remotos e que já se tinha verificado a revolta daqueles anjos que se associaram com Satanás, dando origem a duas classes: os bons e os maus anjos. Sendo criaturas, o homem não pode adorá-los (Col.2:18), ou melhor é proibido, e recusam adoração (Apoc.19:10;22:8-9).

  • CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS

    T. Palamidessi HISTÓRIA DO CRISTIANISMO ESOTÉRICO

    Tudo é hierárquico e ordenado, porque esta é a lei do céu, portanto os anjos são classificados segundo a sua categoria e atividade. Encontramos uma classificação explícita em 1 Pedro 3:22, na qual lemos: “anjos, autoridade e potências”. Como também em Col. 1:16; Ef. 1:2.

  • ARQUEOSOFIA, o Conhecimento Integral

    T. Palamidessi DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE ARQUEOSOFIA

    ARQUEOSOFIA: É o conhecimento integral, a sabedoria arcaica, a ciência dos princípios; é o estudo das Causas Primeiras, ou Ciência de Deus como Princípio Absoluto de cada coisa criada.

    Arqueosofia é um vocábulo proposto pelo autor que o tem deduzido das vozes gregas arché arché=princípio, e sofia sofia = sapiência.

  • COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    TOMMASO PALAMIDESSI

    COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Exegese Arqueosófica A Mateus, Marcos,Lucas e João

    Caderno 36

  • O GRANDE ARCANO DOS QUATRO EVANGELHOS SEGUNDO MATEUS,MARCUS,LUCAS E JOÃO.

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Evangelho, ou Vangelo, em grego quer dizer “boa notícia” porque anuncia a todos a possibilidade de salvar-se espiritualmente com a ajuda de Cristo, o Filho de Deus incarnado no Homem Jesus: aquele Messias anunciado pelos profetas do Antigo Testamento, tais como Moisés, Daniel, Isaias, Elias e João o Baptista, que tinham preparado a estrada ao Advento. 

  • O GRANDE ARCANO DOS QUATRO EVANGELHOS

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Da leitura e estudo dos passos reportados neste fascículo, entenderão que o grande arcano dos Evangelhosconsiste nas artes subtis dos quatro Iniciados no expor á vida terrena e sobrenatural de Jesus, do nascimento á crucificação, com tantos e tantos episódios ( curas milagrosas, viagens missionárias, transmutação da água em vinho, multiplicação dos pães e dos peixes, ressurreição da tumba, etc.) que são simultaneamente factos históricos, ensinamentos morais, chaves de teologia ascética e mística, soluções de Alta Iniciação

  • A Predicação de Jesus Cristo

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    predicação de Cristo se insere na tradição do hebraico com uma nova revelação e uma nova vida espiritual, que supera todas as precedentes, e surge no momento culminante da civilização grego-romana, meio milénio depois que Confucio tinha indicado á civilização chinesa as suas bases morais e o Buda tinha iniciado o seu colossal movimento espiritual que da Índia seria extenso a todo o Extremo Oriente. Se bem que o Cristianismo, talvez pelo seu nascer, apontasse com a sua universalidade até á Pérsia e a Índia, em menos de três séculos a sua afirmação chega ao Mediterrâneo.

  • Natureza, constituição e condições do Reino de Deus nos Sinópticos

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    O estudo dos Sinópticos, ou seja dos Evangelhossegundo Mateus, Marcos e Lucas, assim definidos para que as suas colunas harmonizadas possam ser facilmente lidas e confrontados com um só olhar, como puro o exame do Evangelho segundo João e as Cartas de S. Paulo, oferecem um quadro da espiritualidade cristã que resumiremos em poucas páginas.

    Diremos por primeira coisa que a ideia central do ensinamento de Jesus Cristo nos Sinópticos é aquela do Reino de Deus. Por isso, no intento de fazer entender e realizar a espiritualidade que você encontra, indicamos a natureza deste Reino, a constituição e as condições para aceder-vos.

  • Os argumentos do Ensinamento Esotérico

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Os argumentos do ensinamento esotérico se referiam ás seguintes doutrinas:
    1. A doutrina de Deus;
    2. A doutrina do Cosmo;
    3. A doutrina da Lei;
    4. A doutrina do Homem;
    5. A doutrina Ascética.
    Nós trataremos estes argomentos nos cadernos de “Arqueosófica”. Estarão muitas coisas a dizer que devem ser escritas para não andar perdidas. 
  • A vida interior de Deus no Evangelho de S.João

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    No Quarto Evangelho, dito Segundo S. João, não domina mais a ideia do Reino e a ideia de S. Paulo á cerca do desenho santificador de Deus sobre o homem: domina de facto a ideia da vida espiritual. O evangelista predilecto do Senhor nos faz conhecer a vida interior de Deus, do Verbo incarnadoe por fim do Cristão. Eis a síntese:

  • O MILAGRE E O ENSINAMENTO OCULTO DE JESUS CRISTO COM A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DE CINCO PÃES E DOIS PEIXES

    T. Palamidessi COMENTÁRIO ESOTÉRICO AOS QUATRO EVANGELHOS

    Porque este episódio é um dos mais enigmáticos, o temos escolhido para comentá-lo. A distância de pouco tempo deste acontecimento, existe uma segunda multiplicação dos pães e dos peixes, operada sempre por Jesus, cujo significado, porém, não é o mesmo. Nos ocuparemos da primeira, narrada por S. João,6,1-15, S. Lucas,9,10-17, S. Marcos,6,30-33 e S. Mateus,14,13-21.

  • FUNÇÃO ESTÉTICA, ÉTICA, CATARSICA E ARQUEOSÓFICA DA MUSICA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Os pensadores têm dado várias definições à função da musica, aplicada como som cantado ou instrumental  um e outro em conjunto. Quem tem definido a música de uma maneira ou de outra. Nós temos uma opinião bem precisa em mérito, diversamente não ousaremos apresentar a música como um dos mais importantes instrumentos da catarse ou processo de desencalho, a não identificação da pessoa humana em vista da auto – identificação com a auto – consciência do Homem – Anjo latente em muitos e despertáveis com um esforço pessoal e a ajuda de quem pode mais do que nós e de dois mil anos se fez o guia seguro dos aspirantes à liberdade.

    O desenho histórico do vasto fenómeno musical prospecta uma conclusão da problemática estética- musical  nos termos que seguem:

    1.  A música é redutível a mero jogo de aprazíveis sensações (Kant), a um arabesco som (Hanslich), ou envia a uma metafísica do espírito, aplicado de qualquer modo (e no sentido da estética clássica, e naquele da estética romântica);
    2. Suponhamos despedir o metafísico; é a música uma arte suigenerisdiversa na sua essência das outras artes (Schopenhauer), ou deste não difere pela, essência, se bem que, por um certo aspecto se possa dizer, referindo-se a esse, de um seu primado (parente)?
    3. A música pode ser interpretada em termos de conhecimento, como “objectivação”, “reprodução”, “revelação” (Schopenhaeur, Wagner) ou de pura e simples “expressão do sentimento individual” (Parente, Mila)?
    4. A tonalidade é congénita à natureza humana (Strawinski) ou um mero produto da arte (Schönberg).

     Certa, esta problemática não consente de correr até às soluções dogmáticas e apressadas, todavia voltando a nossa atenção até uma das mais significativas formas de expressão humana, tal como a música, esta densa problemática pede um esclarecimento da nossa vida interior, neste momento especial das mais desarmónicas e “caóticas” fases da nossa história.

    Entre os compositores musicais, também pensadores, parecem indicar uma solução Beethoven e Dante Alighieri, apontando até o metafísico.

    A música, a linguagem musical e coral foram vistos no sua realidade na idade da Patrísticae da Escolástica, herdeiro da hereditariedade clássica, mas revivendo-a naquela nova atmosfera especulativa, que caracteriza especificamente o pensamento cristão. Santo Agostino, S. Bonaventura e no agostinismo franciscano se delineia uma teologia cristã da música pelo qual a arte dos sons é concebida como um meio de oração que, interiormente, é uma escala para voltar a subir à presença de Deus.

    A nova espiritualidade cristã produz uma profunda transformação com S. Ambrósio, que entre os primeiros ordenou o canto da nova Igreja, e Gregório Magno que fez da música a colaboradora da religião e desta a Ubaldo e Guido de Arezzo, faz assistir ao surgir da nova espiritualidade cristã musical harmónica e polifónica, estética das expressões criadoras.

    À parte destas considerações baseadas nas nossas observações e  experimentações a ouvir um trecho musical não é unicamente um fenómeno sensorial ou acústico, não é somente uma experimentação estética auditiva e ética, porque no homem munido de orelhas existe um processo somático-psiquico e psico-espiritual e depois espiritual-divino que pode transformar-se, seguindo uma metodologia particular, a encaminho à unificação relativa com a Causa não causada pelo Criado, unificação numa síntese harmónica dos vários aspectos da personalidade humana (física, emotiva, mental, espiritual) seja consciente  ou inconsciente, utilizando as numerosas técnicas psicológicas de libertação guiadas, ajudados por quem pode tudo porque fundamento não criado da criação do Cosmo e nossa. A música que de Beethoven, Wagner, Chopin, Bach, Verdi, não mudou os perversos da história dissuadindo-os pelos seu actos insanos, mas é também verdade que da música foram  deixados plasmar os maravilhosos santos do cristianismo. Se trata de receptividade psicossomática e de método de abertura interior à acção psicossomática da música.

    A música é sem dúvida estética, portanto conexa à contemplação de um objecto e à constatação do “belo” auditivo que faz ressaltar à éticidade, ou seja à moral concreta.

    Isto para o homem comum, mas aqueles que têm desenvolvidos além dos sentidos comuns também o sentido espiritual do ouvido que está em grau de auscultar a melodia física coral e instrumental e simultaneamente a correspondente arquetípica, pois bem para estes é possível a transformação e a sublimação interior que segue as leis matemáticas da tonalidade e dominante anímica, assim como intuíram S. Agostino, S. Bonaventura e Beethoven na 9ª Sinfonia em Ré menor op. 125.

    Se trata de constatar experimentalmente, assim em modo científico, positivo se o homem é todo matéria, matéria e espírito, e espírito que reflecte o Espírito não criado da Arkè, ou seja de Deus. Só a estas condições a fenomenologia musical pode ser classificada nos quadros da estética somente ou na estética e ética ou em qualquer realidade que transcende uma e outra.

    Infelizmente na massa dos estudiosos que cercam a verdade ou naqueles que a verdade cercam sem estudar, são muitos, demasiados, aqueles que não conhecem Cristo e o Cristianismo, e por isso para eles fica obscuro a nossa linguagem, não se dignam nem de roçá-lo por mera curiosidade. Contudo fora do Cristianismo existe escuro denso, a perdição e a morte. 

  • AS CORRELAÇÕES DA ALMA COM O CORPO INSTRUMENTO DO CONHECIMENTO

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Cremos seja inútil um aceno à personalidade do cavalheiro (o homem) ora em acordo, ora em contraste com o seu cavalo (o corpo físico do homem). Hoje existe em todas as nações uma vasta literatura sobre a psicossomática para garantir a certeza de uma interdependência absoluta entre a psiquee o soma até ao ponto que um estudo da alma humana da parte da psicologia seria estéril sem o concurso dos estudos de fisiologia normal e patológica.

  • MÚSICA: A Alma do homem é um numero em movimento

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Em nós existem as subtis energias homologáveis às notas musicais; a alma tem os centros de força que são tantos pontos de gravidade da alma em correspondência com outros tantos planos do universo, pois bem o som emitido pela linguagem e por um instrumento tais como o órgão, pode deliberadamente despertar estes centros que se fazem sentidos espirituais para sentir o Reino de Deus, vê-lo, prová-lo.

  • CONCEITO DE MELODIA E MELURGIA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A melodia é um vocábulo de origem grega (melos) que quer dizer “canto”. A melodia é portanto um todo musicalmente orgânico que satisfaz ao mesmo tempo o ouvido e a inteligência enquanto sucessão horizontal de diversos sons de duração, intensidade e altura fónica variáveis ordenados com lógica musical e colhidos em relação entre eles para exprimir um pensamento musical.

  • AS HARMONIAS ETERNAS DE DEUS E OS RITMOS DA ALMA HUMANA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Oitava musical quer dizer intervalo de oito notas de DO a DO. Noutros termos se a frente de um piano forte abaixamos um após o outro as teclas, partindo de um DO qualquer, ao fim das notas DO, RE, MI, FA, SOL, LA, SI, encontraremos novamente o DO, seja partindo dos sons graves até os agudos ou vice versa. O ultimo DO, que completa a primeira oitava, serve simultaneamente como primeiro som de uma segunda oitava, onde cada um dos sons eleva-se com a mesma ordem e com a mesma denominação dos primeiros.

  • A OITAVA MUSICAL E O MISTÉRIO CRISTÃO DO OITAVO DIA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A passagem dos números sonoros psíquicos (notas musicais interiores) aos números sonoros cósmicos que vêm do sétimo grau ascendente (SI) ao oitavo grau descendente(DO) segundo a gama musical, tem uma conexão com o “mistério do oitavo dia”.

    A teologia cristã assinala repetidas vezes este mistério com referimento à tradição dos símbolos numéricos.

  • PARA COMPREENDER AS LEIS CÓSMICAS DA OITAVA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

     

    CONSIDERAÇÕES SOBRE LEIS DO TERNÁRIO E SEPTENÁRIO

    NA OITAVA MUSICAL DA ESCALA HUMANO – DIVINA

     

    Na obra de um iniciado de grande valor está escrito: “nós temos nos atributos divinos, o septenário infinito, a escala típica de septenário. Todos os septenários finitos foram criados à imagem daquele, esses não são qual o reflexo ou eco mais ou menos debilitado. E as analogias que existem entre todos estes  septenários e o modelo divino, oferecem-nos uma rica seara de observações para recolher”.

  • CORRESPONDÊNÇA ENTRE OS SETE CENTORS DE FORÇA NO HOMEM E A GAMA MUSICAL E AS SETE CORES

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Para a Arqueosofia subsiste uma correspondência entre os sete Centros de força no Homem e na Mulher com as sete notas da escala diatónica e as sete cores do arco íris. Esta correspondência é assim repartida da base da coluna vertebral no alto do crânio: 

  • INFLUÊNCIA DAS NOTAS SOBRE A PSIQUE

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Se bem que exista uma correspondência psicológica à influência psico acústica das notas, todavia as notas, dominantes e tónicas do respectivo centro psíquico, devam ser auscultadas inseridas numa afinação e uma melodia.

  • 36 Caderno: Comentário Esotérico Aos Quatro Evangelhos

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