MULHER

  • A INICIAÇÃO PARA A MULHER E O ADEPTADO FEMININO

    TOMMASO PALAMIDESSI

    A INICIAÇÃO PARA A MULHER E O ADEPTADO FEMININO

    Segundo Caderno

  • QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    À pergunta:-Quem é a mulher?- contrapõem-se várias definições convergentes,dos psicólogos, teólogos, filósofos, sociólogos e biólogos. Por outro lado, nós temos a resposta que nestes séculos nos deram os mitos, as fábulas da mitologia, os símbolos, entre os quais existe a narração da Génesis, em cuja direcção somos particularmente sensíveis e interessados.
  • A Génesis e a criação do homem e da mulher

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Na Génesis, Moisés, esperto sacerdote dos Faraós,"...foi iniciado em toda a ciência dos Egipcíos..."(Actos,7:22), deixa entender quem é a mulher, recorrendo às alegorias, ao mito, segundo o costume dos colégios iniciados da época, e as suas explicações esotéricas conforme a antiga Tradição, correspondem aos paralelismos extrabíblicos dos mitos da Babilónia, Pérsia, Índia, Grécia, China e dos povos primitivos.
  • A psicologia da mulher

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A psicologia da mulher é caracterizada pela profundidade e pela força do sentimento. Isto coincide com a sua inclinação à intimidade, à espiritualidade, ao ardente desejo de curar, de socorrer, de ser alguma coisa para os outros. É evidente que este dote pode ser colocado à disposição da vida religiosa própria e dos outros. Claro, mais do que qualquer outra, a religião cristã é rica em valores sentimentais.
     
    Somente a mulheré capaz de entender a importância profunda e delicada de algumas palavras. O homem, com o seu orgulho e o seu espírito combativo, corre o perigo de perder-se nos compromissos da luta pelos seus direitos, pelo posto na sociedade, pelas actividades exteriores, esquecendo que o primeiro trabalho deve ser cumprido na sua alma. O homem não pode doar-se completamente, não tem a capacidade de amar com a totalidade do seu ser. Cai facilmente em crise de fé e de moral. Ele, mais vezes e com mais facilidade, separa-se de Deus e da Igreja, torna-se vítima do cepticismo racional mais cedo do que a mulher.
     
    A mulher ama Deus com todo o seu ser, e por isso nem as crises espirituais de desconfiança podem desuni-la completamente de Deus. Também se temos tido São Francisco de Assis ou São Paulo como fenómenos sociais e religiosos, sem o elemento feminino teriam feito bem pouca estrada. O homem é impelido por natureza a conquistar tudo por meio da luta: a sua mulher, o seu pão quotidiano, a sua posição e até a liberdade de viver a sua vida religiosa. Mas se a mulher (e nisto é importante a Arqueosofia),à sua maravilhosa natureza religiosa, à sua grande capacidade de amar e de doar-se, à sua estupenda intuição do divino acrescentará o impulso criador, a vontade combativa pela afirmação da mensagem cristã, então o mundo será renovado de verdade, e as forças Arimánicas do materialismo serão paradas.
  • O Cristo e o culto único, Jesus e a Samaritana

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Cristo falou daquele culto único, daquela unidade transcendental de todas as religiões, não aos mestres de Israel, não aos homens, mas sim a uma mulher, a única capaz de entender certas subtilezas teológicas e a gigantesca importância delas. A Samaritana, mesmo definhada da bestial luxúria do homem, foi atingida e impressionada pelas palavras de Jesus e pela doçura afectuosa com que foram pronunciadas. E de facto, cheia de entusiasmo, correu para cidade de Samária para divulgar a notícia de que um homem desconhecido lhe revelou coisas novas e inexprimíveis.
  • O MISTÉRIO DA RESSURREIÇÃO E A MULHER

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A Ressurreição do Cristoé outro episódio que testemunha a importância da mulher. O facto é conhecido por todos nós, mas aqui queremos realçar o primeiro encontro entre o Avatâr e um ser humano: o encontro do Messias ressuscitado não se verificou com os homens, com os discípulos. Foram as mulheres pias que o procuraram no sepulcro para ungi-lo, e não o achando, avisaram os apóstolos mais significativos, os verdadeiros íntimos: Pedro e João. Mas Jesus não estava nem para eles.
  • QUE DIFERENÇA HÁ ENTRE A MULHER COMUM E A INICIADA

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    A mulher comum tem as mesmas insuficiências espirituais do homem comum. Ela nasce e morre no sofrimento, na fadiga, preocupada com a casa, a família, longe dos estudos religiosos e da vida religiosa extraordinária. Ignora a ciência do espírito, isto é, a Arqueosofia, e os métodos que a salvaria dum destino cinzento, incerto, com existências desperdiçadas. A mulher comum é uma criatura desfeita como os restos dum naufrágio frustado pelas vagas da vida cósmica. 
  • Iniciado, Mestre e Mestre Perfeito ou Adepto

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    "Iniciação" significa começar uma nova vida, entrar em contacto com o mundo do espírito, ver o Reino de Deus. É o início dum trabalho no qual todas as forças do corpo fisico, da alma e do espírito estão empenhadas, com a ajuda pessoal dum instrutor ou Mestre, cuja função é a de levar uma consciência até ao compromisso de amor com a Divindade.
  • Mulher como Iniciada e Adepta

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Nós estamos acostumados a avaliar a grandeza duma pessoa por aquilo que era e se tornou por meio do esforço pessoal e a ajuda de alguém. Um jovem que derrama sobre o corpo gasolina e transforma-se em tocha viva para despertar os compatriotas para que defendam a liberdade; São Francisco de Assis e Santa Claraque escolhem a pobreza e doam-se à ascese mística ajudando as outras pessoas; São Pauloe Joana D'Arc que enfrentam o martírio por um supremo ideal; Ipazia, Pitágoras, Santa Teresa de Ávila, Dante, Virgílio, Buda, Blawatsky e muitos outros, cada um deles tem algumas qualidades. Então, o Iniciado e a Iniciadareuném-se numa pessoa só, o melhor de todos eles.
  • Pitágoras e a Mulher na Iniciação

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Há muito tempo atrás, quando as escolas de perfeição e santificação negavam à mulher o direito à Iniciaçãoe relegavam-nas entre as médiuns e as sibilas, um dos maiores génios e Iniciados da história, Pitágoras, declarou a mulher idónea à celebração dos Mistérios e à vida iniciática. Isto acontecia 500 anos antes de Cristo.
  • OBSERVAÇÕES SOBRE A ASCESE DIFERENCIADA E OS HAGIOTIPOS

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Quando nos perguntamos se o temperamento feminino é mais ou menos adequado à santidade e à vida iniciática, os factos mostram que o homem e a mulher hagiotipos(=tipos de santos) encontram-se em cima do mesmo pedestal. Os exemplos de heroísmo, de qualidades proféticas, de capacidade de fazer milagres e de possuir outros dons carismáticos, são numerosos tanto entre as mulheres como os homens. Resumamos em duas colunas as características fundamentais que diferenciam a mulherdo homemem relação à maneira de sentir a vida espiritual.
     
    HOMEM MULHER
    1- A sua concepção da vida espiritual é mais complicada que a femina: teoria do sobrenatural e a maneira de conceber a teologia arranjam-lhe dificultades na prática. 1-Concebe a vida espiritual de maneira simples, limitada a una dedicação amorosa. Ideias pouco claras cerca de teologia do sobrenatural e concepçoes Antropomórficas de Deus.
    2-Predisposição à força, ao dinamismo apostólico decisão,a magnanimidade, à , à justuça, mas predisposição menor para as virtudes correlativamente características da mulher. 2-Predisposição à caridade, à humildade,à obedência,à caridade de afecto,à castidade,ao desejo de vida interior,à contemplação afectiva, ao amor do sacrificio, à dedicação, à paciência, e naturalmente menor disposição para as virtudes características do homem.
    3-Prefere a ascese. 3-Prefere a mística.

     

  • ITINERÁRIO DA ASCESE FEMININA

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Pegar com força o Reino do Céu é um conselho que Cristo deu, e isto é o aspecto Iniciático do Cristianismo Esotérico. Esta conquista pressupõe uma viagem voluntária através dos inúmeros mundos que compenetram a terra, sobre a qual vós Mulheres habitam na qualidade de prisoneiras ou deusas em exílio. Para empreender esta emigração de libertação, que vos dará o modo para não se reencarnarem nunca mais sobre este planeta(a não ser para uma missão apostólica), deverão realizar um itinerário para dirigir correctamente os vossos passos, ultrapassar os perigos e as barreiras dos Guardas das Limiares e chegar até ao destino.
  • A MULHER PREPARARÁ O ADVENTO DO ESPÍRITO SANTO

    T. Palamidessi QUEM É A MULHER E QUAL A IMPORTÂNCIA QUE TEM NA INICIAÇÃO ARQUEOSÓFICA

    Observamos através do estudo das "Escrituras Sagradas" o quanto seja responsável e importante cada mulher para o plano salvador de Deus. Solteira ou casada, em traje religioso ou não, ela tem sempre uma missão de educadora para desenvolver, mas diremos-lhe algo mais: todas as mulheres são importantes, porque a Igreja dos novos tempos espera o Consolador até antes da volta escatológica do Filho de Deus.
  • O SANTO GRAAL E A MULHER

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    Contrariamente à absurda opinião corrente que nega à Mulher o direito à Iniciação e ao Adeptado, como temos afirmado e demonstrado segundo as Escrituras e a Tradição Arqueosófica, a relevância feminina na ascese masculina e a relevância masculina na ascese feminina, em virtude da lei das polaridades entre os dois e a doutrina do Andrógino. Deste modo, será supérfluo repetir o que já dissemos. Para quem quer procurar as referências bíblicas não faltam.
  • Ana Catarina Emmerich e a história do Santo Graal

    T. Palamidessi EXPERIÊNCIA MISTÉRICA DO SANTO GRAAL

    São significativas as visões do Graal tidas por uma outra estigmatizada, Ana Catarina Emmerich, nascida a 8 de Setembro de 1774 na aldeia de Flamske. No volume em que o Brentano conta as visões desta mística cristã existem, em particular no cap. IV, preciosas indicações daquilo que a Emmerich viu durante o êxtase.
     
    O cálice está descrito de particular forma misteriosa, feito de uma matéria desconhecida, única, compacto como o de um sino mas não trabalhado como os metais usuais. Diz que foi salvo pela Arca de Noé durante o Dilúvio, e depois na Babilónia.
     
    Melquisedeque possuiu-o e levou-o até aos Cananeus. Usou a taça quando ofereceu ao Patriarca Abraão o pão e o vinho, e a ele a entregou.
     
    O grande cálice passou para o Egiptoe foi de Moisés. Mais tarde, pertenceu aos Patriarcas que nele bebiam um líquido misterioso durante o rito de dar e receber a bênção.
     
    Numa certa altura, narra sempre a Emmerich, a taça desapareceu e foi redescoberta por Serápia, chamada também Verónica, por ter sido usada por Jesus na Última Ceia. Depois da crucifixão, este cálice foi guardado em Jerusalém na primeira igreja de S. Tiago o menor, e de novo desapareceu. Às outras igrejas foram entregues as pequenas taças que o circundavam.
     
    O livro das visões da Emmerichafirma que uma destas pequenas taças (sete no total) foi levada para Antioquia, e uma outra para Éfeso. Por fim, cada uma das sete igrejas obteve a sua pequena taça. Estas visões induzem a pensar que a mística alemã possuía uma sabedoria acerca do Graal. A Emmerich lembrava-se de ter vivido e de ter sido Santa Cunegonda, Imperatriz da Alemanha (nascida em 978 e morta no dia 3 de Março de 1033 ou 1039 em Kaufungen perto de Kassel na região do Hesse).
     
    Mesmo sendo casada permaneceu virgem. Estas últimas notícias sobre a sua reencarnação encontram-se no Schmöger - Vida de A C. Emmerich, vol. II, pág. 258 e 586. 

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