TRADIÇÃO MUSICAL

  • TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    TOMMASO PALAMIDESSI

    TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Do Caderno vigésimo nono

  • A MÚSICA E O CANTO CARISMÁTICO DA ECLÉSIA NASCENTE

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O fervor religioso dos primeiros aderentes à mensagem evangélica teve no canto e na música instrumental a sua grande via de expressão estética e mística. Por isso a Eclésia nascente serve-se, e continua a servirem-se, da arte dos sons não para si própria, mas para inseri-la nos sagrados ritos e para infundir aos sagrados textos uma intensa expressão edificante.

  • O QUADRÍVIO, TEMPLO DA MÚSICA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    É opinião ordinária que na Idade Média a música fazia parte das ciências  especulativas e então pertenciam ás disciplinas das Artes Liberais, e com mais exactidão ao Quadrívio. Este ultimo compreendia as disciplinas matemáticas, ou seja : Geometria, Aritmética, Música, Astronomia; o Trívio compreendia as disciplinas da língua; Gramática, Dialéctica, Retórica. Os dois grupos em conjunto constituíam as Artes Liberais.Porquê “liberais”? Porque a diferença dos “servis” constituídas “a opus corporis” escreve S. Tommaso D’Aquino (Summa theol. I-II, q. 57, a. 3, ad 3), esse resultam ordenadas “a opus rationis”.

  • FUNÇÃO ESTÉTICA, ÉTICA, CATARSICA E ARQUEOSÓFICA DA MUSICA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Os pensadores têm dado várias definições à função da musica, aplicada como som cantado ou instrumental  um e outro em conjunto. Quem tem definido a música de uma maneira ou de outra. Nós temos uma opinião bem precisa em mérito, diversamente não ousaremos apresentar a música como um dos mais importantes instrumentos da catarse ou processo de desencalho, a não identificação da pessoa humana em vista da auto – identificação com a auto – consciência do Homem – Anjo latente em muitos e despertáveis com um esforço pessoal e a ajuda de quem pode mais do que nós e de dois mil anos se fez o guia seguro dos aspirantes à liberdade.

    O desenho histórico do vasto fenómeno musical prospecta uma conclusão da problemática estética- musical  nos termos que seguem:

    1.  A música é redutível a mero jogo de aprazíveis sensações (Kant), a um arabesco som (Hanslich), ou envia a uma metafísica do espírito, aplicado de qualquer modo (e no sentido da estética clássica, e naquele da estética romântica);
    2. Suponhamos despedir o metafísico; é a música uma arte suigenerisdiversa na sua essência das outras artes (Schopenhauer), ou deste não difere pela, essência, se bem que, por um certo aspecto se possa dizer, referindo-se a esse, de um seu primado (parente)?
    3. A música pode ser interpretada em termos de conhecimento, como “objectivação”, “reprodução”, “revelação” (Schopenhaeur, Wagner) ou de pura e simples “expressão do sentimento individual” (Parente, Mila)?
    4. A tonalidade é congénita à natureza humana (Strawinski) ou um mero produto da arte (Schönberg).

     Certa, esta problemática não consente de correr até às soluções dogmáticas e apressadas, todavia voltando a nossa atenção até uma das mais significativas formas de expressão humana, tal como a música, esta densa problemática pede um esclarecimento da nossa vida interior, neste momento especial das mais desarmónicas e “caóticas” fases da nossa história.

    Entre os compositores musicais, também pensadores, parecem indicar uma solução Beethoven e Dante Alighieri, apontando até o metafísico.

    A música, a linguagem musical e coral foram vistos no sua realidade na idade da Patrísticae da Escolástica, herdeiro da hereditariedade clássica, mas revivendo-a naquela nova atmosfera especulativa, que caracteriza especificamente o pensamento cristão. Santo Agostino, S. Bonaventura e no agostinismo franciscano se delineia uma teologia cristã da música pelo qual a arte dos sons é concebida como um meio de oração que, interiormente, é uma escala para voltar a subir à presença de Deus.

    A nova espiritualidade cristã produz uma profunda transformação com S. Ambrósio, que entre os primeiros ordenou o canto da nova Igreja, e Gregório Magno que fez da música a colaboradora da religião e desta a Ubaldo e Guido de Arezzo, faz assistir ao surgir da nova espiritualidade cristã musical harmónica e polifónica, estética das expressões criadoras.

    À parte destas considerações baseadas nas nossas observações e  experimentações a ouvir um trecho musical não é unicamente um fenómeno sensorial ou acústico, não é somente uma experimentação estética auditiva e ética, porque no homem munido de orelhas existe um processo somático-psiquico e psico-espiritual e depois espiritual-divino que pode transformar-se, seguindo uma metodologia particular, a encaminho à unificação relativa com a Causa não causada pelo Criado, unificação numa síntese harmónica dos vários aspectos da personalidade humana (física, emotiva, mental, espiritual) seja consciente  ou inconsciente, utilizando as numerosas técnicas psicológicas de libertação guiadas, ajudados por quem pode tudo porque fundamento não criado da criação do Cosmo e nossa. A música que de Beethoven, Wagner, Chopin, Bach, Verdi, não mudou os perversos da história dissuadindo-os pelos seu actos insanos, mas é também verdade que da música foram  deixados plasmar os maravilhosos santos do cristianismo. Se trata de receptividade psicossomática e de método de abertura interior à acção psicossomática da música.

    A música é sem dúvida estética, portanto conexa à contemplação de um objecto e à constatação do “belo” auditivo que faz ressaltar à éticidade, ou seja à moral concreta.

    Isto para o homem comum, mas aqueles que têm desenvolvidos além dos sentidos comuns também o sentido espiritual do ouvido que está em grau de auscultar a melodia física coral e instrumental e simultaneamente a correspondente arquetípica, pois bem para estes é possível a transformação e a sublimação interior que segue as leis matemáticas da tonalidade e dominante anímica, assim como intuíram S. Agostino, S. Bonaventura e Beethoven na 9ª Sinfonia em Ré menor op. 125.

    Se trata de constatar experimentalmente, assim em modo científico, positivo se o homem é todo matéria, matéria e espírito, e espírito que reflecte o Espírito não criado da Arkè, ou seja de Deus. Só a estas condições a fenomenologia musical pode ser classificada nos quadros da estética somente ou na estética e ética ou em qualquer realidade que transcende uma e outra.

    Infelizmente na massa dos estudiosos que cercam a verdade ou naqueles que a verdade cercam sem estudar, são muitos, demasiados, aqueles que não conhecem Cristo e o Cristianismo, e por isso para eles fica obscuro a nossa linguagem, não se dignam nem de roçá-lo por mera curiosidade. Contudo fora do Cristianismo existe escuro denso, a perdição e a morte. 

  • AS CORRELAÇÕES DA ALMA COM O CORPO INSTRUMENTO DO CONHECIMENTO

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Cremos seja inútil um aceno à personalidade do cavalheiro (o homem) ora em acordo, ora em contraste com o seu cavalo (o corpo físico do homem). Hoje existe em todas as nações uma vasta literatura sobre a psicossomática para garantir a certeza de uma interdependência absoluta entre a psiquee o soma até ao ponto que um estudo da alma humana da parte da psicologia seria estéril sem o concurso dos estudos de fisiologia normal e patológica.

  • EQUILÍBRIO E DESIQUILÍBRIO PSICOSSOMÁTICO EM CONEXÃO AO RITMO

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O RITMO. È a ordem na sucessão dos valores musicais, por isso constitui o elemento fundamental e primordial da música que influi imediatamente e com mais intensidade sobre o homem, porque exercita uma acção directa sobre o corpo e sobre emoções.

  • EQUILÍBRIO E DESIQUILÍBRIO PSICOSSOMÁTICO EM CONEXÃO AO TOM

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O TOM. Qualquer nota é produzida por uma específica frequência vibratória, sabemo-lo da Acústica: esta vibração física produz bem determinados efeitos psico-fisiológicos. Sabemos que o som pode despedaçar os objectos, dispor em figuras geométricas a areia.

  • EQUILÍBRIO E DESIQUILÍBRIO PSICOSSOMÁTICO EM CONEXÃO Á MELODIA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A MELODIA. A actividade criativa do compositor, actividade frequentemente inspirada ou espontânea resolve-se nas consideradas melodias, ou seja as combinações dos ritmos, dos tons e dos sinais combinados em unidade musical. 

  • UMA VIA IMPORTANTE PARA A ELEVAÇÃO ESPIRITUAL: MÚSICA E MELURGIA NO PENSAMENTO ARQUEOSÓFICO

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A músicaé a arte e a ciência dos sons físicos e metafísicos. Por isso deve ser recebida fisiológicamente, emocionalmente, compreendida intelectualmente e espiritualmente. A músicaestá intimamente coligada á criação do mundo,  em qualquer modo veio, porque o fundamento da criação é o movimento e por isso o som. O Absoluto tem na música as potentes alavancas da manifestação criativa. Ele, o Absoluto criou o universo, ou seja o mundo material, o mundo mental, o mundo espiritual, em suma tudo aquilo que existe, através do tempo, o espaçoe a causalidade.

  • MÚSICA: A Alma do homem é um numero em movimento

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Em nós existem as subtis energias homologáveis às notas musicais; a alma tem os centros de força que são tantos pontos de gravidade da alma em correspondência com outros tantos planos do universo, pois bem o som emitido pela linguagem e por um instrumento tais como o órgão, pode deliberadamente despertar estes centros que se fazem sentidos espirituais para sentir o Reino de Deus, vê-lo, prová-lo.

  • CONCEITO DE MELODIA E MELURGIA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A melodia é um vocábulo de origem grega (melos) que quer dizer “canto”. A melodia é portanto um todo musicalmente orgânico que satisfaz ao mesmo tempo o ouvido e a inteligência enquanto sucessão horizontal de diversos sons de duração, intensidade e altura fónica variáveis ordenados com lógica musical e colhidos em relação entre eles para exprimir um pensamento musical.

  • OS MISTÉRIOS MENORES E MAIORES DA MÚSICA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O aparecer deste título em principio à extensão que segue podeparecer à primeira vista incompreensível. A música na opinião comum não tem mistérios, nem pequenos nem grandes, os ensinadores, as academias, os conservatórios, os tratados de gramática musical, harmonia e contraponto não faltam, como não escasseiam os instrumentos musicais tecnologicamente quase perfeitos. Mas estamos seguros que a Arte e a Ciência do canto e da música estarão todos aqui? Ou existe ainda outros a conhecer, guardado zelosamente de há milénios pelas escolas misteriosóficas , prevenindo-nos a obra dos grandes Iniciáticosda Melurgia? Pois bem, sim! Existe ainda muito a conhecer e a descobrir. Estes conhecimentos são muito antigos, esses pertencem à Tradição Arqueosófica começada com a Criação do mundo e mais tarde continuada nas escolas misteriosóficasque retiveram a Música coral e instrumental uma das vias magistrais para ultrapassar-se a si mesmos utilizando as várias ascéticas entre as quais, neste momento, a musical.

  • A cultura musical hebraica

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A cultura musical hebraica(ca. 1400 a.C. – 20 d.C) podemos segui-la também no Antigo Testamento.

  • Música e os Mistérios

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O canto e a música das escolas mistéricas pre-cristãs e cristãs não era e não podia ser litúrgico, ou seja destinado ao culto popular de Deus, mas “melurgico”, portanto reservado para aqueles que se sentiam a praticar a ascese até às mais excelsas consequências: a união mística. Em tudo isto a escola catequista de Alexandria do Egipto, Cesareia da Palestina, conheceu desenvolvidos notáveis que tais se mantiveram por muitos séculos.  Neste tipo de música foi instruído S. Gregorio o Taumaturgo, discípulo de Orígene, ele próprio organista e compositor assim como tocador de citara.

  • Música nos Mistérios Antigos

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O termo Música deriva das Musasque segundo o mito Órfico e Eleusino presidiam ao canto, à poesia, à musica, à dança, à astronomia e outros campos úteis à edificação física, moral e espiritual do homem. O seu numero, sabemo-lo, era de nove.

    Os Gregos comparavam os pequenos Mistérios com a Música, os grandes Mistérios com a filosofia. Aristide Quintiliano em De Musica, III, p. 165 escreve: “A música e a filosofia são neles próprios análogos como os pequenos e os grandes mistérios”.

  • AS HARMONIAS ETERNAS DE DEUS E OS RITMOS DA ALMA HUMANA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    Oitava musical quer dizer intervalo de oito notas de DO a DO. Noutros termos se a frente de um piano forte abaixamos um após o outro as teclas, partindo de um DO qualquer, ao fim das notas DO, RE, MI, FA, SOL, LA, SI, encontraremos novamente o DO, seja partindo dos sons graves até os agudos ou vice versa. O ultimo DO, que completa a primeira oitava, serve simultaneamente como primeiro som de uma segunda oitava, onde cada um dos sons eleva-se com a mesma ordem e com a mesma denominação dos primeiros.

  • A OITAVA MUSICAL E O MISTÉRIO CRISTÃO DO OITAVO DIA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    A passagem dos números sonoros psíquicos (notas musicais interiores) aos números sonoros cósmicos que vêm do sétimo grau ascendente (SI) ao oitavo grau descendente(DO) segundo a gama musical, tem uma conexão com o “mistério do oitavo dia”.

    A teologia cristã assinala repetidas vezes este mistério com referimento à tradição dos símbolos numéricos.

  • PARA COMPREENDER AS LEIS CÓSMICAS DA OITAVA

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

     

    CONSIDERAÇÕES SOBRE LEIS DO TERNÁRIO E SEPTENÁRIO

    NA OITAVA MUSICAL DA ESCALA HUMANO – DIVINA

     

    Na obra de um iniciado de grande valor está escrito: “nós temos nos atributos divinos, o septenário infinito, a escala típica de septenário. Todos os septenários finitos foram criados à imagem daquele, esses não são qual o reflexo ou eco mais ou menos debilitado. E as analogias que existem entre todos estes  septenários e o modelo divino, oferecem-nos uma rica seara de observações para recolher”.

  • O MISTÉRIO DA MELODIA E DO CANTO

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O cantofoi definido por S. Anselmo um suceder de notas que chamam-se, atraem-se. Esta definição indica que o cantoé uma harmonia sucessiva onde reina a misteriosa atracção das notas. Mas constatar não basta. Nos perguntais: porquê as notas na melodia não são as mesmas daquelas que afinam-se na harmonia? Pois bem a chave do mistério está nos semitons.

  • O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    TOMMASO PALAMIDESSI

    O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    Doutrina e pratica

  • O CANTO E A ARTE DO CANTAR

    Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    Cada pessoa prova a necessidade de exprimir os seus sentimentos, ora de alegria, ora de dor, mediante o canto e o som dos instrumentos.Através do canto o ser humano modula a sua voz e se dirige à natureza, aos outros seres, assim como a Deus, criador de cada coisa.

  • A EXTENSÃO DA VOZ HUMANA

    Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    A possibilidade de cantar bem, de cantar de maneira natural depende de variados factores, mas primeiro de tudo da atitude do cantor a abraçar a extensão dos sons baixos e agudos da melodia.

  • COLOCAÇÃO DA VOZ E EMISSÃO DO SOM

    Tommaso Palamidessi O CANTO E A ARTE DO CANTAR SANTIFICANTE

    Quando se quer cantar a posição da pessoa ou a postura deverá ser natural, simples e não rígida. Chegados ao solfejo seguro e perfeito, convém conhecer, antes de proceder além, como emitir com perfeição a voz afim de que aqueles que estão presos a maus hábitos de cantar não sejam nocivos no canto das melodias sacras.

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