CONTEMPLAÇÃO TRANSCENDENTAL

  • O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    TOMMASO PALAMIDESSI

    O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Trigésimo oitavo Caderno

  • ILUMINAÇÃO ORIENTAL E VIGIA PERENE CRISTÃ

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Já temos assinalado ao objectivo da “vigia perene” que é obter a Iluminação permanente, e a Iluminação está na sua  essência  uma experiência interior, um compreender o  transcendente segundo a máxima perfeição humana. Temos na verdade feito entender que a verdadeira Iluminaçãoe a “Vigia perene” são uma conquista da alma cristã, mas não poucas pessoas buscam em vão esta Iluminação no Oriente, fora do Cristianismo, rejeitando sem  sequer conhecê-lo nem em superfície, nem em profundidade. Preferem os sistemas do Zene do Yogae de uma assim dita Meditação Transcendental, sem sequer suspeitar de ir acabar numa  espécie de Iluminaçãolimitada à esfera natural, bem separada, bastante afastada da Iluminação sobrenatural. Eles perseguem em boa fé os métodos óptimos, mas por um certo caminho ascético, não por certo místico e nem ao menos iniciático.

  • O ESTADO ONÍRICO OS SONHOS TERRENOS E OS SONHOS DO ALÉM

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    O sonho é o estado da consciência durante o sono, um imaginar e pensar dormindo; é um pensar inconsciente. Junto nos sonhos desenvolve-se um conflito de base entre os desejos e as repressões do sonhador: a luta que se desenvolve entre as cobiças instintivas do inconsciente e a censura moral. O sonho é também dado do inconsciente motivações dos distúrbios psicossomáticos.

    Sonhar é sempre uma via para uma diagnose. A moderna psiquiatria tem aprendido a descobrir dos sonhos os conflitos emocionais, responsáveis pelas más acções, dos maus pensamentos e da doença nervosa e mental. Os sonhos revelam a quem aprende a introspecção total e ao director espiritual, ao médico da alma, os nossos secretos desejos, os nossos medos, os nossos ódios, os nossos amores. Sonhando vem à galha o nosso verdadeiro eu. No sono manifestamos um despegado dualismo: o Anjo da Guarda bom e o Anjo da guarda mau que estão dentro de nós. O corpo dorme, mas a mente é desperta no sonho, e a imaginação se desenfreia livremente. O nosso íntimo eu quando sonhamos é livre e faz-nos satisfazer as tentações que reprimimos quando estamos acordados. O espelho da vida emocional do sonhadoré o sonho, e deste espelho  serve-se a lei do “contrapasso” depois da morte. Os nossos sonhos são diversos segundo a constituição e personalidade. Nos sonhos descobrimos a qualidade da nossas emoções, e isso é muito importante.

  • O TECIDO DO ESTADO “POST MORTEM” É FEITO DE SONHOS E DE REALIDADE

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Insistirei um pouco sobre este argumento, porque que o drama da morte está intimamente associado ao simbolismo terrífico, aprazível e talvez  caiado dos sonhos. O despertar no além é acompanhado por sonhos com raras percepções de cenas verdadeiras, porque o indivíduo não tem ainda os cinco sentidos espirituais activos. Sonhará e lhe lembrará uma recordação de tudo quanto fez na sua vida, detendo-se sobre aquilo que devia ou não devia fazer ou não fez, sobre quanto podia fazer e não quis fazer. Deste ver sonhando, começará o trabalho da consciência. Depois remetendo-se nas regiões crepusculares deste novo mundo dos defuntos, sonhará ainda tais episódios que serão como o acto de acusa, mas verá verdadeiramente as pessoas que ofendeu, arruinou, matou, mas não saberá discernir pessoas verdadeiras da pessoa-sonho, porque não aprendeu quando estava vivo a libertar-se da ilusão e do jogo simbólico onírico.

  • TRÊS CONDIÇÕES INDISPENSÁVEIS PARA CONTEMPLAR DEUS NA SUA LUZ

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    As condições a fim de que o espírito possa contemplar Deus em Deus mesmo, na sua luz divina, sem intermediário, são três.

    A primeira condição consiste no estar exteriormente em perfeita ordem e  separado de todas as obras exteriores, como uma coluna imóvel; é a nudez perfeita. A contemplação não é possível se um é interiormente obsidiado por qualquer acto de virtude que se imprime como imagem no espírito, e quando acaba fica-se paralisados.

  • O MISTÉRIO DO OITOVO DIA COROAÇÃO DA VIGIA PERENE

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    O sagrado é a torrente impetuosa e revolvente das aguas divinas meste mundo absolutamente diverso. Pela sua natureza neste mundo nada é jamais sagrado e santo, mas torna-o só por participação. O acto divino tira uma coisa ou um indivíduo do seu mundo empírico, natural, e o coloca em comunhão com as forças transcendentes e santificantes.

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