MISTÉRIO DO OITOVO DIA

  • O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    TOMMASO PALAMIDESSI

    O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Trigésimo oitavo Caderno

  • DEFINIÇÕES DA “VIGIA PERENE”

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Quem não dorme está desperto, mas se resiste voluntariamente ao sono, então diz-se que vigia. A “Vigia perene” è um estado extraordinário espiritual e ao mesmo tempo sobrenatural, consistente na junção da vigia interior com tudo aquilo que de externo e imortal está em nós por obra do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, em vista da permanente união transformante de Amor com a Trindade Santa

  • A LUTA DOS SANTOS E DOS ESTILITAS CONTRA O SONO

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    A resistência voluntária ao repouso e a abolição do sono conduzem ao esgotamento nervoso e frequentemente à morte. A insónia forçada dos prisioneiros è a tortura mais atroz, da qual se envolvem com cada meio os inquisidores inumanos; Na verdade os santos e os anacoretas recorrem à luta contra o sono para manterem-se firmes na oração, sem perder a santidade mental e sem morrerem.

  • A VIGIA PERENE É O FRUTO DA GRAÇA E DA ASCESE

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Aqueles que têm  a certeza de querer sair do sono espiritual no qual se encontram seja em vigília, seja dormindo, estão já os Cadernos de Arqueosofia distribuídos até hoje, aquilo que devem fazer para alcançar a Vigia Perene, todavia aqui encontramos outras instruções preciosas para libertar-se da “deformação espiritual” como diria aquele grande santo russo que é Pavel Florenskij, decidido pela fé cristã no lager do extremo Norte a 15 de dezembro de 1943 há 61 anos.

  • ILUMINAÇÃO ORIENTAL E VIGIA PERENE CRISTÃ

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Já temos assinalado ao objectivo da “vigia perene” que é obter a Iluminação permanente, e a Iluminação está na sua  essência  uma experiência interior, um compreender o  transcendente segundo a máxima perfeição humana. Temos na verdade feito entender que a verdadeira Iluminaçãoe a “Vigia perene” são uma conquista da alma cristã, mas não poucas pessoas buscam em vão esta Iluminação no Oriente, fora do Cristianismo, rejeitando sem  sequer conhecê-lo nem em superfície, nem em profundidade. Preferem os sistemas do Zene do Yogae de uma assim dita Meditação Transcendental, sem sequer suspeitar de ir acabar numa  espécie de Iluminaçãolimitada à esfera natural, bem separada, bastante afastada da Iluminação sobrenatural. Eles perseguem em boa fé os métodos óptimos, mas por um certo caminho ascético, não por certo místico e nem ao menos iniciático.

  • O ESTADO ONÍRICO OS SONHOS TERRENOS E OS SONHOS DO ALÉM

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    O sonho é o estado da consciência durante o sono, um imaginar e pensar dormindo; é um pensar inconsciente. Junto nos sonhos desenvolve-se um conflito de base entre os desejos e as repressões do sonhador: a luta que se desenvolve entre as cobiças instintivas do inconsciente e a censura moral. O sonho é também dado do inconsciente motivações dos distúrbios psicossomáticos.

    Sonhar é sempre uma via para uma diagnose. A moderna psiquiatria tem aprendido a descobrir dos sonhos os conflitos emocionais, responsáveis pelas más acções, dos maus pensamentos e da doença nervosa e mental. Os sonhos revelam a quem aprende a introspecção total e ao director espiritual, ao médico da alma, os nossos secretos desejos, os nossos medos, os nossos ódios, os nossos amores. Sonhando vem à galha o nosso verdadeiro eu. No sono manifestamos um despegado dualismo: o Anjo da Guarda bom e o Anjo da guarda mau que estão dentro de nós. O corpo dorme, mas a mente é desperta no sonho, e a imaginação se desenfreia livremente. O nosso íntimo eu quando sonhamos é livre e faz-nos satisfazer as tentações que reprimimos quando estamos acordados. O espelho da vida emocional do sonhadoré o sonho, e deste espelho  serve-se a lei do “contrapasso” depois da morte. Os nossos sonhos são diversos segundo a constituição e personalidade. Nos sonhos descobrimos a qualidade da nossas emoções, e isso é muito importante.

  • O TECIDO DO ESTADO “POST MORTEM” É FEITO DE SONHOS E DE REALIDADE

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Insistirei um pouco sobre este argumento, porque que o drama da morte está intimamente associado ao simbolismo terrífico, aprazível e talvez  caiado dos sonhos. O despertar no além é acompanhado por sonhos com raras percepções de cenas verdadeiras, porque o indivíduo não tem ainda os cinco sentidos espirituais activos. Sonhará e lhe lembrará uma recordação de tudo quanto fez na sua vida, detendo-se sobre aquilo que devia ou não devia fazer ou não fez, sobre quanto podia fazer e não quis fazer. Deste ver sonhando, começará o trabalho da consciência. Depois remetendo-se nas regiões crepusculares deste novo mundo dos defuntos, sonhará ainda tais episódios que serão como o acto de acusa, mas verá verdadeiramente as pessoas que ofendeu, arruinou, matou, mas não saberá discernir pessoas verdadeiras da pessoa-sonho, porque não aprendeu quando estava vivo a libertar-se da ilusão e do jogo simbólico onírico.

  • É POSSÍVEL DESPERTAR DO ESTADO DE SONHO NO APÓS MORTE? O SONHAR EM VIDA E NO ESTADO INTERMÉDIO É DE TODOS

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    É impossível dormir sem sonhare é impossível que existam pessoas que não sonham, por uma lei da natureza que implica todos. Alguns recordam vagamente, outros não recordam alguns destes sonhos, outros ainda recordam-nos muito bem.

  • SIGNIFICADO DOS SONHOS PARA O DEFUNTO

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    A vantagem de recordar as imagens tidas em sonho é uma via para apreciar os factores inconsciente responsáveis do próprio estado. É a lavagem da consciência,  a procura dos fios condutores para extirpar os vícios e substituí-los com as virtudes cristãs.

    SIGNIFICADO DOS SONHOS PARA O DEFUNTO

    A alma que busca conhecer  si mesmo através do conteúdo dos seus sonhos, e é capaz de entender de sonhar, consegue uma força. Deve entrar sem medo neste seu mundo para desmontar peça por peça a constituição hábil da sua consciência de sonho. Se isso sai a fazê-lo desde aqui. Depois terá uma posição emancipada.

    Assinalarei só alguns destes símbolos, porque, como sabemos o jogo interior é feito de cores e de símbolos.

    O defunto pode sonhar as cenas nas quais encontra os seguintes símbolos:

    •  Funerais, trevas, sonha de ser queimado vivo: é traspassado  pervaso pelo  medo de morrer.
    •  Viagens: desejos de sair da realidade.
    •  Se é indeciso: falta de confiança na ajuda divina e tem medo da sua chegada.
    •  Sonha a morte de amigos ou parentes: nutre ainda os desejos de morte até aquela pessoa.
    •  Se vê nu ou semi nu entre os outros: tem desejo de libertar as suas inibições morais.
    •  Se o defunto era ancião, e sonha uma banca rota ou uma falência, é claro indício que o seu pensamento dominante era a impotência sexual.
    •  Queimar-se no fogo: paixão associada ao medo de cair na tentação.
    •  Se lhe parece cair. Tem medo de ceder ou de ter cedido a qualquer coisa proibida pela consciência e desaprovada pela sociedade.
    •  Falar a um parente defunto (se este é um sonho e não a verdadeira presença desse) então existe um desejo de negar a realidade da sua morte ou significa o desejo de alcançá-lo.
    •  Ser derrubados. Deixou o mundo físico com a preocupação de insegurança financeira, com a fatal agarramento às coisas; é índice de avareza.
    •  As almas das mulheres que sonham ser assaltadaspor animais ferozes, revelam um conteúdo inconsciente de medo pela violência sexual,  da sedução.
    •  Morrer de doença ou ser morto num acidente, é sentido de culpa, desejos suicidas camuflados, necessidade de punição.
    •  Sonhar ter uma amizade íntima com personagens ilustres, é um sentido de inferioridade social.
    •  O morto que sonha de voltar a ser criança (por ter falecido velho), é o desejo de ser jovem novamente e o medo mimetizado pela velhice e pela morte próxima.
    •  Roubar, assaltar alguém, violar as leis, é a continuação também depois do traspasso de tendência criminal reprimida.
    •  Fazer mala uma pessoa cara é um gesto de amor-ódio até àquela pessoa.
    •  Quando um defunto sonha der ameaçado ou de encontrar-se em situações perigosas, é um claro índice de medo de uma desventura próxima, é o sonho do pávido.
    •  Alegria, recreios, festas: desejo de fugir a um ambiente não feliz, infelicidade reprimida.
    •  Enlouquecer: medo de cometer ou de ter substituído qualquer coisa da qual não se seja mentalmente responsável.
    •  Actividades sexuaisde vários géneros: desejo sexual, repressões eróticas.
    •  A alma que sonha lutar para libertar-se ou de ser aprisionada, tem um conflito, no sentido do medo de ser  vencido pela desesperação dos próprios insucessos.
    •   Os vermes é o ter provocado os danos e a medo de perder qualquer coisa de material.
    •  Sonhar escaravelhosé um estado patológico grave da esfera cerebral, é a acusação de ter dissipado o próprio tempo semeando miséria.
    •  Morcego: abandono, desolação, cegueira moral, o ser-se destruído o corpo e a mente com uma doença da qual se é responsável.
    •  Porco: moralidade baixa, vulgar, ociosa, inclinação aos baixos instintos sexuais.
    •   Mosca: natureza colérica.
    •  Pavão: orgulho, desconfiança.

    Os símbolos podem ser tantos quantos são os vícios e as virtudes do homem. Aqui não é possível tratá-los todos.

     

  • TRÊS CONDIÇÕES INDISPENSÁVEIS PARA CONTEMPLAR DEUS NA SUA LUZ

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    As condições a fim de que o espírito possa contemplar Deus em Deus mesmo, na sua luz divina, sem intermediário, são três.

    A primeira condição consiste no estar exteriormente em perfeita ordem e  separado de todas as obras exteriores, como uma coluna imóvel; é a nudez perfeita. A contemplação não é possível se um é interiormente obsidiado por qualquer acto de virtude que se imprime como imagem no espírito, e quando acaba fica-se paralisados.

  • A ORAÇÃO PERPÉTUA

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Apenas obtido o vazio mental, deixará de repetir-se a frase “nada”, como palavra-força para ajudar o treinamento para realizar o vazio mental para cada pensamento profano ou ditado pela imaginação, mas passarão ao grito de invocação, pronunciando sobre a onda do respiro só à inspiração.

  • O MUNDO SECRETO DA ORAÇÃO CONTÍNUA

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    Orar sempre”, recomenda com insistência S. Paulo (Tess.5,17), porque a oração é a fonte do nosso ser e a forma mais íntima da nossa vida. “Entra na tua câmara, fecha a porta e reza ao Pai que está no lugar secreto” (Mt.6,6). Estas palavras  convidam a entrar em si mesmos para fazer um santuário. O “lugar secreto” é o coração humano. A vida de oração, a sua densidade, a sua profundidade, o seu ritmo constituem a medida da nossa saúde espiritual e nos revelam qual seja.

    Jesus “de manhã levantou-se quando ainda era escuro e, saiu de casa, retirou-se num lugar deserto e lá rezou” (Mc. 1,35). O deserto, para os ascétas, é qualquer coisa de interior, significa concentração, recolhimento, silêncio do espirito. É a este nível, no qual o homem sai finalmente a  calar, que tem lugar a verdadeira oração, e que o homem é misteriosamente visitado. Para entender a voz do Verbo, necessita saber escutar o seu silêncio, aprendê-lo, sobretudo, porque é a “linguagem do século futuro”. O “silêncio do espírito” é superior persino à oração... A experiência dos mestres é categórica: se na nossa vida não somos capazes de fazer um posto ao recolhimento, ao silêncio, não podemos nunca alcançar um grau superior, como por exemplo ir rezar sobre a praças públicas. A oração nos dá conhecimento que uma parte de nós mesmos está imersa no mundo imediato, está constantemente presa às preocupações, e é, por assim dizer, dispersa, e que a outra a observa com  assombro e compaixão. O homem que se agita, faz rebentar de risos os anjos...

    A agua que mata a sede,  estila um silêncio que permite um voltar atras indispensável para entender-se. O recolhimento abre a alma até ao alto, mas também até o outro. S. Serafino pontualiza bem a questão: vida contemplativa ou vida activa? Pergunta  melhor artificiosa, o problema não está aqui, a verdadeira questão olha o coração, a sua dimensão, este imenso desatar do qual fala Orígene, capaz de conter Deus e todos os homens; e neste caso, disse S. Serafino: “conquista a paz interior e uma multidão de homens encontrarão em ti a sua salvação”.

    Estas são as felizes expressões de um profundo místico autor de estimáveis tratados.

    Do sagrado monte das beatitudes, Jesus disse às multidões: “Benditos os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus (Mt.5,3); “Benditos os puros de coração porque verão Deus” (Mt.5,8). Mais tarde, escrevendo aos Efésios, S. Paulo rebate: “...deverão renovar-vos no espírito da vossa mente e revestir o homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade verdadeira”  (Ef.4,20-24).  Estes três ditos confirmam a necessidade de desnudar o espírito, espoliando-os de cada traço de humanidade decaída, de esvaziar-se de tudo aquilo que não é Cristo; é a iluminação do pensamento manchado pelos sentimentos passionais, é  um apresentar-se a Deus na perfeita nudez exterior e interior, porque não é o espírito que peca, mas a alma turbada pelas imagens produzidas pelos venenos do mundo. Só a estas condições torna-se pobres em espírito e com o coração puro. Nada é realizável sem a lavagem preliminar da consciência à qual corresponde a lavagem das acções; nada é conquistável pelo indivíduo se não se põe além de todos os apostos e unifica-se em Cristo para merecer o apelativo do Filho de Deus por participação.

    A condição basilar para que Deus em hábitos em nós é o vazio absoluto de cada conteúdo terreno que a prática da “Vigia perene” prepara e instaura.

    Os sentidos interiores do homem secreto devem espiritualizar-se até  perceber na contemplação o reino de Deus e a sua glória. A transferência da alma no estado sobrenatural é obra gratuita do Eterno, mas a alma  por sua parte por quanto está na lei deve dispor-se ao encontro do Amor com o Deus Uno e Trino. Dispor-se significa esvaziar-se de tudo aquilo que não é Cristo porque a deificação ou theosis não pode ser alcançada e conseguida sem o Salvador. Ninguém chega ao Pai se não por Cristo (Gv.14,6). Este enunciado deve ser tido sempre presente na mente e no coração.

    Os meios que conferem o treinamento interior para prevenir à “Vigia perene” é o exercício ascético do “não pensar” ou o esvaziamento total do coração e da mente de tudo aquilo que não é Deus. 

    Em tal sentido S. Bonaventura é explícito: “É necessário não pensar aqui nada das criaturas, dos anjos, nem do próprio deus, porque  essa sapiência e perfeição não nasce pela meditação subtil, mas do desejo e do afecto da vontade” . Em outras palavras S. Bonaventura ensina  a não pensar a alcunché, nem menos a Deus, porque a criação de formas, imagens e coisas afins é um modo imperfeito de proceder até  à contemplação, por subtis que sejam estas imagens, como os conceitos de bondade, vontade, trindade, unidade, e também da mesma essência divina; imagens, espécies, também se apoiam deiformes, não são nunca Deus que não admite nem forma e imagem alguma. Desta opinião  estiveram sempre seja Clemente de Alessandria, Origene, S. Giovanni da Cruz ou S. Teresa.

    Do místico inglês do XVII sec., o beneditino Baker David Augustine, aprendemos: “ Junto Taulero, Arfio, e outros místicos lemos que  cada um que quer tornar-se espiritual de deve retirar os seus sentidos até o interno e  depois elevar estes sentidos internos à faculdade da alma superior ou intelectual e aí perdê-los e aniquilá-los. Portanto devem estas faculdade da alma superior reunir-se na sua unidade, que é o princípio ou a corrente da qual estas faculdades brotam e se derramam. Só esta unidade está em grau de unir-se perfeitamente com Deus, deve ser regulada para Deus. Eu não tenho nenhuma dúvida que a melhor oração e a melhor contemplação activa seja a completa libertação da alma de todas as coisas corporais”.

    É opinião que as técnicas que conduzem à transcendência sejam aquelas orientais do Zen e do Yoga. Essas conduziriam à iluminação transcendente. Nós duvidamos pela  conclusão de tais métodos, por retendo-os em certos aspectos bons, mas onde falta a fé cristã e o conceito de graça, tais técnicas podem abrir à iluminação natural e nenhum outro. São técnicas boas para esvaziar-nos dos pensamentos, mas não para encher-nos de qualquer coisa de verdadeiramente transcendental e que pode dar a iluminação sobrenatural.

    No reler os escritos de S. Massimo Confessor temos o reconhecimento dos seguintes tipos de iluminação: a natural e a sobrenatural. “E que seja o mundo espiritual de Deus, imenso e resplandecente, composto das contemplações morais (vida activa), naturais (primeiras contemplações) e teológicas (contemplação de Deus)”.

    Ficar intrappolati pelas primeiras contemplações, aquelas naturais, e felicitar-se ilusoriamente destas é a experiência usual do não cristão. A força motriz do ardente desejo de encontrar Deus, deve impulsionar além a experiência da primeira iluminação.

    A vida activa perfeita, a meditação do vazio e a oração contínua do coração coadjuvados pelos Sacramentos fazem partícipes do Mistério do Oitavo dia.

    Quando a “Vigia perene” é conseguida tem-se o deixa passar ao Sacramentum octavi, justas as expressões de S. Agostino, porque só então será possível ver a glória de Deus nas “Divinas energias incriadas”.

    A constância do treinamento interior conduz à saída tornando-se um daqueles ao qual o Apocalipse segundo Giovanni anuncia: “O vencedor será portanto vestido de branco vestes e não cancelarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante ao meu Pai e diante aos seus anjos” .

     

  • O MISTÉRIO DO OITOVO DIA COROAÇÃO DA VIGIA PERENE

    T. Palamidessi O LABIRINTO DOS SONHOS E A VIGIA PERENE

    O sagrado é a torrente impetuosa e revolvente das aguas divinas meste mundo absolutamente diverso. Pela sua natureza neste mundo nada é jamais sagrado e santo, mas torna-o só por participação. O acto divino tira uma coisa ou um indivíduo do seu mundo empírico, natural, e o coloca em comunhão com as forças transcendentes e santificantes.

  • Música e os Mistérios

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O canto e a música das escolas mistéricas pre-cristãs e cristãs não era e não podia ser litúrgico, ou seja destinado ao culto popular de Deus, mas “melurgico”, portanto reservado para aqueles que se sentiam a praticar a ascese até às mais excelsas consequências: a união mística. Em tudo isto a escola catequista de Alexandria do Egipto, Cesareia da Palestina, conheceu desenvolvidos notáveis que tais se mantiveram por muitos séculos.  Neste tipo de música foi instruído S. Gregorio o Taumaturgo, discípulo de Orígene, ele próprio organista e compositor assim como tocador de citara.

  • Música nos Mistérios Antigos

    Tommaso Palamidessi, TRATADO DE MÚSICA E MELURGIA ARQUEOSÓFICA

    O termo Música deriva das Musasque segundo o mito Órfico e Eleusino presidiam ao canto, à poesia, à musica, à dança, à astronomia e outros campos úteis à edificação física, moral e espiritual do homem. O seu numero, sabemo-lo, era de nove.

    Os Gregos comparavam os pequenos Mistérios com a Música, os grandes Mistérios com a filosofia. Aristide Quintiliano em De Musica, III, p. 165 escreve: “A música e a filosofia são neles próprios análogos como os pequenos e os grandes mistérios”.

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